Gabriel Damásio
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Um dos pescadores de camarão que desapareceram na última terça-feira, depois que um barco virou e naufragou no rio Sergipe, foi encontrado morto às 14h de ontem na Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju). O corpo de Fabiano José Bertoldo, 30 anos, estava em um mangue banhado pelo rio Pomonga, um dos afluentes do Sergipe, perto da Ponte Aracaju/Barra. A localização foi feita por soldados do Corpo de Bombeiros que participam das ações de busca feitas por toda a região da foz do rio.
O pescador foi retirado por uma embarcação dos Bombeiros e levado até a outra margem do rio, no Bairro Industrial, onde familiares, bastante emocionados, o reconheceram. Segundo a esposa, Rosicleide dos Santos, colegas dele o identificaram pela bermuda vermelha que ele usava ao sair de casa pela última vez. Levado para o Instituto Médico-Legal (IML), a previsão é de que o corpo só seja liberado hoje de manhã, pois ele ficou muito prejudicado pelo longo tempo que ficou na água.
Fabiano, que tinha duas filhas, era pedreiro e também pescava em alto mar todas as terças-feiras, para complementar a renda, estava acompanhado por outros quatro pescadores quando o barco virou, na altura da ponte de acesso ao bairro Porto Dantas (zona norte de Aracaju). Um deles, Alan Delon dos Santos, 28, também desapareceu e não foi encontrado até o fim da tarde de ontem, quando as buscas foram interrompidas por causa da baixa visibilidade. A previsão é de que as equipes dos Bombeiros retomem a operação ao amanhecer do dia de hoje. Equipes e lanchas da Marinha também participam das buscas.
Os Bombeiros e a Marinha acreditam que o naufrágio do barco de pesca pode ter sido provocado por uma suposta falta de atenção dos pescadores que conduziam a embarcação, combinada com as más condições da maré na manhã de terça. Chovia muito na ocasião, o mar estava revolto e os ventos chegaram a alcançar velocidade de até 27 km/h, considerada alta para este período e de grande risco para embarcações pesqueiras de pequeno e médio porte.
Apesar desta análise inicial, as causas do naufrágio ainda serão investigadas pela Capitania dos Portos de Sergipe, ligada à Marinha. Os outros três pescadores conseguiram nadar até a margem, mas ficaram desgastados e precisaram de socorro médico. Eles passam bem e devem ser ouvidos pelas autoridades.


