Sexta, 21 De Junho De 2024
       
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Falta de chuva no campo aumenta preço do feijão


Publicado em 05 de agosto de 2012
Por Jornal Do Dia


Vendedora pesa farinha no Mercado Albano Franco

MUITO CARO - O PREÇO DO FEIJÃO CONTINUA SURPREENDENDO A POPULAÇÃO. E NÃO HÁ PREVISÃO DE QUEDA

Milton Alves Júnior

Sofrendo as conseqüências da falta de chuva entre os meses de abril e junho deste ano, comerciantes do Mercado Albano Franco, Centro de Aracaju, são obrigados a adquirir frutas e legumes de outros Estados para não deixar faltar nas prateleiras. Por causa desse procedimento, os preços elevaram em quase todos os produtos e estão obrigando os clientes a comprar em menos quantidade, até que os valores voltem a registrar redução. Produzido principalmente nos Estados do Paraná e Rio Grande do Sul, o feijão, por exemplo, em média é comercializado por R$ 3,50 o quilo, com a perspectiva de queda até o final deste mês.

Prestes a ser colhido no Estado de Sergipe, esse grão deve registrar uma queda de aproximadamente 30%, se comparado com o preço atual. Para o vendedor Aécio da Costa Melo, até o momento não há indícios de prejuízo. "De certa maneira não fomos pegos de surpresa porque percebemos o que ocorreu com a colheita do milho, por exemplo. As espigas ficaram mais caras e a expectativa é que o feijão também sofresse com a estiagem. Os fregueses continuam comprando, porém em menor quantidade", disse.

Salto – Alegando não ter presenciado uma situação semelhante nos últimos dez anos, o vendedor Claudio de Jesus garantiu que os comerciantes se anteciparam para viabilizar outras medidas para não deixar de vender ou disponibilizar apenas produtos de baixa qualidade. "Conheço bem essa situação porque eu vendo esses grãos e minha esposa em outra banca vende frutas. A pinha, kiwi, uva e a maçã saltaram de preço de uma semana para a outra. Como já imaginávamos esse aumento, decidimos entrar em contato com nossos fornecedores do sul com o intuito de vender produtos mais caros, porém com boa procedência", afirmou Cláudio,  que trabalha no mercado há 26 anos.

Seguindo as recomendações de economistas, clientes percorrem os setores em busca dos melhores valores e produtos. Segundo Josefa Santana, proprietária de uma empresa que fornece marmitas, a arte da ‘pechincha’ é o melhor negócio. "Por prezar pela qualidade da alimentação que eu proporciono a minha família, e claro, aos meus clientes, a única maneira é pesquisar até encontrar alimentos recém colhidos e com um preço mais acessível, devido à grande quantidade que solicito", informou.

Questionada sobre qual o local mais viável para ir às compras, Josefa aconselhou: "Tirando os supermercados que apresentam preços absurdos, não vejo tanta diferença entre o Ceasa, a feira do Bairro Augusto Franco, e aqui no Mercado Albano Franco. As vezes não compensa sair de tão longe para vir fazer as compras aqui. São três mega pontos instalados em locais distintos, e o cliente deve ir no local mais próximo de onde mora".

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