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Morte por queda aumenta entre idosos


Publicado em 05 de agosto de 2012
Por Jornal Do Dia


Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Quando homens e mulheres chegam aos 60 anos perde força muscular nas pernas e o equilíbrio. Por isso, o número de idosos que morrem por queda da própria altura tem crescido em Sergipe.

Apenas nos seis primeiros meses deste ano,  90% dos casos de queda que chegam ao Instituto Médico Legal (IML)  é do tipo queda da própria altura. Foram registrados 32 casos de homens e 29 de mulheres. Outro fato que chama a atenção é que esse tipo de queda geralmente acontece com pessoas com mais de 70 anos. De acordo com o médico perito do IML, Raimundo Melo, a maioria lesiona o fêmur e as mortes acontecem por conta de complicações da queda.

A assessoria de comunicação do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) registrou 662 casos de queda da própria altura no primeiro semestre de 2012 . No mesmo período em 2011, o número chegou a 654 casos.

Cuidados – Idosos e parentes precisam estar atentos a alguns cuidados a fim de evitar ocorrência de quedas que podem ocasionar a morte e problemas na saúde. No Brasil 30% dos idosos cai pelo menos uma vez por ano. A freqüência é maior nas mulheres. 70% das quedas ocorrem dento de casa.  Por isso é preciso cuidado e em muitos casos adaptação nas residências.

O presidente da Federação das Associações de Aposentados de Sergipe, João Valmir de Souza, pede que as famílias fiquem atentas. "Em Sergipe está morrendo muito idoso por queda dentro do seu próprio lar", alerta.

O geriatra Carlos Machado diz que os idosos são os mais frágeis e os que  mais caem e geralmente em casa porque passam o maior tempo sem sair. "Quando a gente começa a envelhecer, têm perdas de massa óssea, massa muscular e do sistema de equilíbrio", informa.

Segundo ele, a consequência da queda no idoso é diferente da queda de uma pessoa jovem. "As quedas são causas de mortalidade e incapacidade. O idoso acaba restrito e precisa ficar muito tempo em um leito até a recuperação".

Com a limitação começam os problemas da modalidade, isolamento social, depressão, risco de pressão, úlcera, entre outras doenças. O especialista diz que fratura de fêmur é responsável por 50% das mortes secundárias as quedas.

O médico lembra que alguns cuidados podem e devem ser tomados pelos familiares dos idosos: boa iluminação é importante, bem como móveis com superfície mais arredondado. "Não use sabonete em barra, que pode cair no chão e o idoso vai precisar abaixar. Os objetos de uso frequente devem estar ao alcance do idoso e a cama deve ser baixa, para que ao levantar, ele consiga pôr os pés no chão".

Adaptações – O arquiteto Ítalo Leal diz que pequenos cuidados fazem uma grande diferença no dia a dia do idoso. Devem ser eliminados tapetes decorativos, que são um grande vilão. "Eles geralmente escorregam ao ter contato com esse objeto", ressalta. Igualmente perigosas são as passadeiras, também colocadas no chão como tapete.

De acordo com Ítalo, tapete apenas no banheiro e, mesmo assim, deve ser emborrachado. "Os banheiros devem receber também barra de sustentação na área do banho, bem como nas proximidades do vaso sanitário", explicou o arquiteto. Outro ponto importante são os móveis. Eles devem ser espalhados pela área comum e devem diminuir, para que o acesso seja facilitado na locomoção dentro de casa.

"É importante lembrar que os desníveis entre compartimentos comuns em casas antigas devem ser retirados. A escolha do piso correto ajuda na locomoção. No banheiro nunca se deve utilizar o porcelanato polido, porque molhado é muito escorregadio. Nas calçadas, o ideal é aplicar o piso antiderrapante", detalha Ítalo Leal.

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