Falta de medicamento preocupa pacientes da oncologia do Huse

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Usuários do Sistema Único de Saúde que necessitam do setor de oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) estão denunciando irregularidades no fornecimento de medicamentos. De acordo com os pacientes, há mais de 20 dias a maior unidade hospitalar do estado não dispõe da composição Xeloda (Capecitabina 500 mg), essencial no tratamento para quem tem metástase óssea. As denúncias têm sido apresentadas pelo grupo Mulheres do Peito que enaltece, também, o valor do medicamento; segundo os críticos, uma caixa da Xeloda custa em média R$3 mil.

Ciente dos problemas, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), informou que o medicamento em falta já foi adquirido e a previsão de entrega pelo fornecedor ao Almoxarifado Central (Alcen) é para a próxima quarta-feira, 21 de setembro. Ainda segundo a SES, o atraso prejudicial no fornecimento ocorreu devido à licitação ter registrado impasses administrativos por duas oportunidades. No terceiro pregão houve empresa vencedora e o abastecimento será regularizado.
Para a paciente Simone Braga Dantas, de 44 anos, é essencial que o estado cumpra a data de entrega dos remédios."A nossa vida tem sido de muita dor; literalmente de dor porque quando os remédios não estão em falta, as máquinas estão com defeito e vice versa. Tem dias que não aguentamos mais e somente a família e os amigos para alimentar as nossas esperanças. Não aguentamos mais esperar", disse.

Apesar das garantias feitas pela SES, o receio dos pacientes agora se refere à greve dos Correios. A partir de hoje o serviço será suspenso em vários estados brasileiros, inclusive Sergipe."Ninguém informou qual a empresa estará entregando os remédios. Não disseram se será empresa particular ou se será os Correios e isso tem preocupado todos nós. Esperamos que essa paralisação não comprometa a entrega e o nosso tratamento dessa doença que nos mata a cada dia. Mata porque não temos assistência de qualidade nesse SUS que mais parece ‘susto’", declarou a paciente Alice Andrade.

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