Greve atinge Correios

A partir de hoje funcionários dos Correios em Sergipe entram em greve com a proposta de reforçar o pedido de 15% de reajuste salarial e aumento no vale-alimentação. Há mais de 45 dias a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira Correios e Telégrafos (Sintect) vem debatendo o pleito com a direção do órgão, mas até à tarde de ontem a única contraproposta apresentada foi de 6% de incremento nos salários retroativos ao mês de agosto e mais 3% para fevereiro de 2017. Em assembleia, a categoria reprovou a porcentagem e optou por deflagrar a greve por tempo indeterminado.

Os empregados que aderiram ao movimento estão divididos em atendentes comerciais, balconistas, carteiros e operadores de triagem e transbordo das cartas e mercadorias recebidas diariamente. Conforme informações apresentadas pelos Correios nacional, foi criado um plano de contingência para garantir o mínimo de continuidade dos serviços em todos os estados que oficializaram a suspensão operacional. De acordo com o carteiro Alberto Menezes dos Santos, é preciso que a empresa atenda aos anseios dos trabalhadores e evite maior desgaste entre funcionários, clientes e os próprios Correios.
"Estamos tentando desde julho acertar este reajuste com os gestores aqui em Sergipe e a nível nacional também. O problema é que em nenhum dos encontros as nossas reivindicações foram atendidas e isso acabou inflamando ainda mais todos nós", garantiu. Até o início da noite de ontem os Correios não informou quantas unidades em Sergipe devem ser fechadas a partir de hoje.

O pleito apresentado pelos trabalhadores inclui ainda o pedido de mais segurança nas agências e também se mostram contra a cobrança de percentual sobre o plano de saúde, até então oferecido de maneira integral. A categoria alega que, com a cobrança, o plano deixa de ter sua característica social. A decisão pela greve foi deflagrada há duas semanas em reuniões realizadas em 35 centrais sindicais de todo o país, inclusive na Grande Aracaju.

Servidor há mais de 20 anos, José Gomes Passos pediu que os funcionários se unam em prol dos interesses coletivos."Vamos sair vitoriosos nessa luta, mas temos que nos unir porque se for depender apenas dos interesses dos diretores que recebem ordens da central nacional, pode esquecer. Juntos seremos mais fortes e o benefício conquistado será para todos e não apenas para aqueles que estão vestindo a camisa da greve", afirmou.

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