Sexta, 21 De Junho De 2024
       
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FEIRA DAS TROCAS MUDA DE LUGAR E FUNCIONA NORMALMENTE


Publicado em 27 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


A Feira das Trocas mudou apenas de local e continua sob suspeita

Milton Alves Júnior
miltonalvesjúnior@jornaldodiase.com.br

Mesmo após o Ministério Público Estadual (MPE) ter decretado ilegal e exigido o fim do comércio de produtos na Feira das Trocas, em Aracaju, vendedores continuam trabalhando normalmente, porém em outra localidade. Há duzentos metros do antigo espaço, cerca de 80 comerciantes instalaram barracas na Avenida Marechal Rondon, onde diariamente, em especial nos finais de semana, desrespeitam a ordem judicial e se arriscam em continuar atuando ilegalmente. Por se tratar de uma via de amplo fluxo de veículos, sem a presença de equipes que fiscalizam e orientam o trânsito, a possibilidade de um grave acidente está deixando os pedestres cada dia mais vulneráveis.

Mesmo com mais de dez anos de funcionamento, no início do mês de junho os comerciantes foram obrigados a se retirarem imediatamente do antigo local após técnicos do MPE receberem denúncias que detalhavam a venda ilícita de animais, armas, munições, além de produtos sem nota fiscal e com procedência suspeita. Apesar da ausência de agentes da Superintendência de Transporte e Trânsito (SMTT), ou Companhia de Polícia de Trânsito (CPTran), os comerciantes se dizem prejudicados com a constante fiscalização realizada por servidores da Prefeitura de Aracaju. Eles alegam que ao menos três vezes por semana são realizadas apreensões sem nenhum critério judicial.

Sem diálogo – Conforme declarações do vendedor Jorge da Silva, não existe a possibilidade de diálogo. "Quando eles chegam aqui já escolhem um de nós e começam a recolher os produtos. Podem ver que ninguém nos aconselha para atravessar a via, mas para tirar o nosso direito de trabalhar, eles são rápidos", disse o vendedor. Questionado quanto à expectativa de nova retirada, Jorge concluiu dizendo que não existe outra maneira a não ser enfrentar a decisão do MPE. "Dependemos disso para sobreviver, o jeito é bater de frente, se não for assim, vamos todos morrer de fome". Através de nota oficial, a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) informou que a fiscalização vem sendo realizada com freqüência para impedir o uso indevido do espaço público.

Também se queixando quanto ao ‘desrespeito’ junto aos trabalhadores, Luís Carlos, vendedor há sete anos, alegou que algumas vendas irregulares, assim que chegaram ao conhecimento dos demais ambulantes, de imediato foram barradas sem a ajuda da polícia. "Negar que alguns problemas desse tipo já foram identificados por nós, isso não podemos, mas assim que chegaram ao nosso conhecimento, pensando em não nos prejudicar futuramente, fizemos de tudo para evitar essa prática. Sou um homem de família, não gosto de ‘trambique’, apenas quero ganhar meu dinheiro honestamente", disse. Sem receber até a tarde de ontem nenhum documento judicial exigindo a saída do canteiro, os vendedores garantiram continuar promovendo o comércio na região.

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