Os africanos chegaram ao Brasil ainda no século 16. Com eles, uma série de aspectos culturais se instalou no território brasileiro, que resiste até os dias atuais, a exemplo dos costumes, culinária, religião, tradições. Visando valorizar essa cultura e estimular o desenvolvimento social, cultural e econômico da população negra de Sergipe, acontece entre os dias 25 e 27 deste mês, na praça General Valadão, localizada em frente ao Centro Cultural de Aracaju, a terceira edição da "Feira de Cultura Afro Sergipana – ExpoAfro".
O evento será um espaço que proporcionará intercâmbio, manifestações culturais e a oportunidade de criadores, produtores e empreendedores negros de exporem e comercializarem os seus produtos e serviços.
A ExpoAfro será composta por feiras de produtos diversos e gastronomia, apresentações artísticas, mostra de produção audiovisual, exposições de artes visuais, oficinas voltadas à economia criativa e ao empreendedorismo afro, debates e palestras. Também, no evento, acontecerá o lançamento da 1ª Coletânea de Músicas de Bandas de Reggae de Sergipe, trabalho que reunirá diversos artistas sergipanos e contará com 10 faixas inéditas.
De acordo com o produtor artístico e coordenador do evento, Pedro Neto Daressy, a Expoafro se consagrou como um dos maiores eventos do gênero do estado.
"A ExpoAfro será um momento de valorização da cultura trazida pelos negros africanos e de reafirmação da sua importância para o processo de construção da nossa identidade. Além disso, é uma forma de reforçar o quanto é uma cultura presente nas vidas de todos nós brasileiros, apesar de muitas pessoas não perceberem ou não terem conhecimento. A cultura do negro é muito rica, repleta de particularidades e que deve, acima de tudo, ser respeitada e enaltecida. Hoje, a ExpoAfro é um dos maiores eventos da cultura negra de Sergipe justamente porque cumpre esse papel", destacou.

