Apreensivo com o alcance e consequências que o Projeto de Lei nº 32/2015 possa causar ao setor industrial e outros segmentos produtivos, a Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) enviou um parecer e sugestões a deputada Silvia Fontes, relatora do projeto.
A Federação se soma à preocupação do deputado Zezinho Guimarães, autor da proposta, porém acredita que o texto não expõe de maneira clara e objetiva a exata configuração de trabalho escravo ou análogo à escravidão.
Os documentos foram elaborados pelo Gabinete de Defesa de Interesses da Federação, com o apoio técnico da CNI e, na opinião do presidente da FIES, "representam contribuição valiosa à relatoria para a extinção do trabalho escravo". Para o Gabinete da FIES o projeto, tal como foi proposto, apresenta falhas estruturais e fundamentais que podem afetar decisivamente o desempenho das atividades produtivas, especialmente os estabelecimentos comerciais e as indústrias do estado.
A Federação acredita que os subsídios enviados, juntamente com outras sugestões que poderão ser igualmente apresentadas por outros segmentos econômicos, poderão aprimorar a proposta do deputado Zezinho Guimarães, a qual, para o presidente da Federação das Indústrias, "é um esforço concreto em defesa da dignidade humana e da humanização das relações de trabalho".


