Greve dos bancários vai continuar

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Com mais de 70% das agências bancárias de portas fechadas, greve dos bancários completa hoje quatro dias sem nenhuma contraproposta apresentada pela Federação Brasileira de Bancos (Fenabran). Ontem, 20, a categoria se reuniu em assembleia extraordinária com o propósito de criar uma escala de mobilizações que deve ser posta em prática a partir de hoje.

De acordo com a direção do Sindicato dos Bancários de Sergipe, a tendência é que novos estabelecimentos possam aderir à paralisação nacional até à próxima segunda-feira, 24. "Aos poucos, colegas de profissão que não eram de acordo com a nossa proposta estão avaliando melhor a situação de todos e passaram a contribuir com a mobilização", declarou Everton Castro.

Entre as reivindicações, a categoria exige principalmente um reajuste salarial de 10,25%; piso salarial de R$ 2.416,38; e um Plano de Cargos e Salários para todos os bancários. E enquanto o impasse entre bancários e banqueiros não é resolvido, sergipanos continuam enfrentando longas filas em algumas agências.

"Temos conhecimento que alguns clientes estão encontrando problemas devido a ausência dos auxiliares de caixas eletrônicos. Pedimos paciência, até porque uma das nossas reivindicações trata de uma melhor segurança para funcionários e usuários. O benefício será para todos", disse Castro. Até o momento, a única proposta apresentada pelos banqueiros foi de 6%.

Através de apresentações teatrais, tendo como enredo a atual situação dos bancários, e manifestações pacíficas nas portas das agências, os grevistas tentam conscientizar a sociedade para que possam aceitar a greve da categoria e, quem sabe, se unir ao pleito.

Correios – Sem nenhuma contraproposta apresentada até as 17h de ontem, servidores dos Correios continuam em greve e por tempo indeterminado. A expectativa por parte dos grevistas era que o Governo Federal se pronunciasse até o final da manhã de ontem. Para o carteiro Wendson Sacramento, além de um reajuste salarial, os funcionários exigem também a continuidade do plano de saúde.

"Muitos aqui trabalham duro e não contabilizam nem dois salários mínimos. Pra piorar a situação, a direção está querendo terceirizar esse serviço de saúde e como não poderia ser diferente, está indignando a categoria", disse. Uma nova assembleia deve ser realizada na próxima segunda-feira.

PF – Não muito diferente das demais categorias em greve nacional, os agentes da Polícia Federal em Sergipe continuam de braços cruzados na sede da corporação, em Aracaju. Na noite da última quarta-feira, 19, trajando preto, os grevistas aproveitaram a partida de futebol entre Brasil e Argentina, no Estado de Goiânia, e fixaram faixas com dizeres a exemplo de: ‘S.O.S. para a PF’ e ‘Mais respeito a quem dá a vida pela nação’. A categoria continua mobilizada por tempo indeterminado.

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