Há luz no final do túnel focando para uma decisão no 1º turno

* Rômulo Rodrigues

Em princípio não é e nem era simplesmente o verbo. É sim uma equação com uma incógnita X como resultante da correlação de forças entre dois projetos antagônicos sendo que: um representa a soberania de uma nação e o outro a entrega da nação e seus valores reais a um predador estrangeiro, desequilibrado que, se vencedor derrotará os heróis que resistirão bravamente por suas honras e em ato contínuo aniquilará sem dó nem piedade os covardes traidores usando o critério clássico de que quem trai a própria pátria será capaz de trair o novo ocupante do poder.
É esse o desafio para todos que pensam em refundar um país soberano antes que lhes imponham a pauta da polarização e recapturem as massas condicionadas em aceitar o veneno da neutralidade que nada mais é que o disfarce para continuar a ver ameaças nos que defenderam a abolição da escravatura e correm para cerrar fileiras nas colunas dos que se disfarçam em bons e pacíficos escravocratas.
E por onde começa a propalada polarização; começa no disfarce para encobrir os crimes da família miliciana que pode começar pela indagação; qual foi a obra de destaque internacional do governo Bolsonaro? Não estranhem, foi a de elevar o Brasil ao 2º lugar no mundo em óbitos na pandemia do Covid-19 com 711 mil vidas ceifadas, sendo quase 500 mil por negação da eficiência do uso da vacina cujas compras foram retardadas por membros da elite do governo que exigiam propina de 1 dólar por unidade superfaturadas com as respostas prontas que tinham quando eram cobrados; e o PT? E o Lulinha?
As campanhas com narrativas acusatórias sobre ministros do STF cumprem papéis manjados mas que causam desgastes e botam embaixo dos tapetes casos com maiores relevâncias praticados pela direita, substituídos por manchetes como: Sergio Moro acusa o presidente Lula de ser aliado do crime organizado e os ativistas da imprensa financiada repercutem em pequenas doses, para melhor serem absorvidas pela plebe ignara, enquanto Flávio Bolsonaro induz o entorno de Donald Trump a continuarem as campanhas contra o PIX e de negação das urnas eletrônicas.
A continuidade dos ataques nos canais do sistema Globo contra o CEITEC fabricante nacional de chips para o desenvolvimento industrial e Agropecuário comandados pela presidente da CEF da era Bolsonaro que os ativistas apelidaram depreciativamente de chips do boi porque o investimento anual era de R$ 300 milhões e o retorno, não noticiado, sempre foi muito superavitário, atende a uma estratégia.
Lembrando que; na pandemia a guerra contra a CEITEC impediu que dezenas de milhares de vidas fossem salvas pelo uso de tecnologia brasileira e ainda escondem que a União Europeia não compra a carne se não tiver o rastreamento do animal pelo Chip da CEITEC; e nesse contexto, não esquecer da tentativa do presidente que está preso de entregar a EMBRAER para a BOING, por um preço ridículo desde que umas gorjetas de propina como foi na refinaria da Petrobrás na Bahia e que, mediante a possibilidade real de falcatruas a pretensa compradora perdeu o interesse na compra e, há poucos dias a EMRAER fechou vendas de aviões por um valor maior do que era oferecida na bacia das almas.
Pode não ser decisivo para a virada de jogo no momento, mas o fato é que ela está em andamento, e com a luz já acesa colocando no centro do jogo o caso Master bem identificado que: até o fim da governança de Ilan Goldfasten que foi sucedido por Roberto Campos Neto, não foi identificado nenhum mal feito e, só depois da passagem do comando para Gabriel Galípolo no final de 2024 apareceram, mediante as investigações, já no governo Lula, feitas pela Advocacia Gera da União e Banco Central, surgiram nos escândalos do INSS e concessão fraudulenta do banco de Vorcaro, e a luz começa a guiar mentes e corações na construção da grande vitória.
Indicadores reais e isentos dão de que a saída será seguir o enfrentamento ao projeto da hecatombe deixada pelo governo fascista, subjugada ao monstro destruidor da soberania da pátria que quer impor a volta da decadência econômica assumindo o discurso do embaixador Lincoln Gordon que, em 1964, foi motivo para ser dado um Golpe de Estado e implantar uma ditadura militar violenta subalterna e cabisbaixa ante o império do Tio Sam.
O caminho a ser trilhado para manter aquela luz como referência está apontando que nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, sem falar do Nordeste, há uma grande e poderosa revolução democrática e civilizatória em andamento. Sem pressa e seguindo o curso da história como aquele rio que é um caminho que anda, sabendo que o mar lhe espera.
Com o fim da Páscoa, tardiamente Flávio Bolsonaro inicia o que será o seu calvário ou, talvez, a caminhada solitária e merecida para a moradia eterna em algum sepulcro caiado, já que há sérias indicações que é visto como um esqueleto ambulante.

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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