Homem mata três parentes e é morto pela polícia

ACUSADO TENTOU FUGIR PELO TELHADO

Milton Alves Júnior

Serão sepultados na manhã de hoje os quatro corpos envolvidos em uma ação criminal caracterizada como triplo homicídio, registrada no início da manhã de ontem no bairro Santos Dumont, zona Norte de Aracaju. De acordo com familiares – bem como conforme consta no laudo do Instituto Médico Legal (IML), as vítimas foram identificadas como Adailton Roberto Mota, Maria da Conceição Santos e Cosme da Conceição Santos. Já o suspeito de ter desferido sucessivos golpes de faca foi identificado como Rhuan da Conceição. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), ele era investigado por cometer violência doméstica.
Diante dos gritos implorando por socorro, vizinhos da família acionaram o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), responsável por encaminhar duas viaturas da Polícia Militar para o local; ao avistar a aproximação dos policiais, Ruan da Conceição tentou fugir pelo telhado do imóvel onde morava com as vítimas. Atingido por disparos de arma de fogo, o óbito foi confirmado por peritos do IML antes mesmo de ser retirado da parte superior da casa e encaminhado para uma unidade hospitalar. Pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), foi confirmado também que profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foram mobilizados.
Consta nos autos do processo que, ao realizar os primeiros estudos clínicos, médicos e enfermeiros socorristas constataram a inexistência dos sinais vitais das três pessoas atacadas. Peritos da Polícia Científica atestaram os óbitos. Em comunicado oficial a SSP informou que o caso foi registrado inicialmente como tentativa de homicídio por arma branca, mas deverá ser reclassificado após a conclusão dos levantamentos no local. A investigação ficará a cargo da Polícia Civil, que vai apurar a motivação do crime e confirmar as informações repassadas por testemunhas.
Enquanto os corpos ainda estavam no local, a irmã de Rhuan, Claudenice Correia, confirmou que o jovem havia acabado de assassinar o próprio pai, Cosme da Conceição, de 55 anos, a tia Maria da Conceição, 58, e o marido dela, Adailton Mota, de 53. Todos trabalhavam no restaurante da família, anexo à residência deles. “Ele era um menino bom, já foi usuário de drogas, deixou, mas não aguentou a pressão. Um tempo desse aí me espancou, agrediu minha avó e minha mãe, depois ficou mais calmo. O que houve agora foi um surto agudo, grave; filho que agride uma mãe, que agride uma avó e uma irmã, não está bem”, lamentou.
Responsável por coordenar as investigações, o Delegado-Geral da Polícia Civil, Tiago Leandro, revelou ao JORNAL DO DIA que a missão dos peritos a partir de agora é tentar atestar se de fato Rhuan da Conceição estava sofrendo danos mentais no momento do ataque, bem como o que possivelmente teria contribuído para dar início ao ato de violência extrema. “Agora, o trabalho da Polícia Civil é apurar a saúde mental do autor, realizar exames toxicológicos via IML para identificar o grau de entorpecentes no organismo e ouvir os familiares para entender o que teria desencadeado esse ato tão violento”, informou.

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