Huse não será fechado, garante FHS

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

A Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) afastou ontem a possibilidade de fechamento do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) caso haja uma interdição ética na unidade.

No último sábado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese) anunciaram o inicio de fiscalizações no hospital para esta semana.
Ontem, o diretor geral da FHS, Marcelo Vieira, falou à imprensa sobre o assunto e esclareceu que não há possibilidade de fechamento do Huse. Ele admitiu que existem problemas, mas ressaltou que até o momento o hospital tem viabilidade de assistência à população. "As condições de trabalho e atendimento são viáveis do ponto de vista da condução de assistência daquela unidade", disse.  

Marcelo Vieira tranquilizou a população, lembrando que a FHS já está realizando um trabalho estruturante na unidade. "O Huse é a mais importante unidade hospitalar de Sergipe. É destinada a trabalhar com alta complexidade. Existe um adensamento tecnológico, um quadro clínico preparado para fazer esse atendimento e tem ocupado grande escala de produção e linhas de serviços em tarefas que não são para esta função. Estamos regulando e criando retaguarda para o atendimento", comentou.

Em nota, a FHS reforçou a assistência no Huse. Sobre as declarações do CRM, o órgão esclareceu que são resultado de um pedido feito pela própria superintendência do hospital para unir forças e que juntas, gestão e entidades médicas, trabalhem na melhoria da prestação de serviço. "Este trabalho será desenvolvido por cada um em sua área pertinente de atuação: a superintendência do Huse em suas atribuições de gestão administrativa, e o CRM cumprindo o seu papel de fiscalização ética, seja de conduta de profissionais ou condições de trabalho. Estas atuações não são divergentes ou contrárias, são complementares, de parceria, de colaboração visando um bem comum que é a assistência de qualidade ao usuário do SUS", cita a nota.  

A FHS também reforçou que "esse processo nada tem a ver com a gestão administrativa do hospital que vem sendo conduzida com maestria. Para lembrar, nos últimos meses, foram ações da atual equipe que está à frente do Huse que conseguiram reduzir a superlotação na área azul, principal porta de entrada do Hospital. Antes esse setor trabalhava com cerca de 90 pacientes. Hoje, com as medidas administrativas, foi possível reduzir o número à metade, mantendo o atendimento. Aliado a isso, há também a redução na fila de cirurgias ortopédicas. Com a realização dos mutirões e das cirurgias de trauma de rotina do pronto socorro, mais de 600 procedimentos foram realizados de agosto até agora, além das quase 350 cirurgias ortopédicas realizadas nos hospitais regionais de Lagarto e Itabaiana, que tiveram as escalas reforçadas na especialidade".

"Temos muitos desafios pela frente. O primeiro é estancar o grande número de atendimentos realizados no Huse e que não deveriam ser levados pra lá. São casos de baixa complexidade que poderiam ser resolvidos nas unidades de saúde dos próprios municípios. Paralelo a isso, temos que continuar avançando no sentido de abastecimento. De junho até agora, apesar da queda no repasse, temos conseguido honrar as renegociações juntos aos fornecedores, aumentando, ao mesmo tempo, o índice de abastecimento que subiu de 30% para 60%. Por isso, estamos confiantes nesta parceria", explica Marcelo Vieira.

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