Começou ontem de manhã, no Fórum Gumercindo Bessa (zona oeste de Aracaju), o julgamento do capitão Dênisson Santana do Nascimento Silva, da Polícia Militar, acusado pelo assassinato do auxiliar de serviços gerais Rodrigo de Jesus Santos. O crime aconteceu em 5 de dezembro de 2010, dentro do Espaço Emes, no Inácio Barbosa (zona sul), onde acontecia um show de pagode. O Ministério Público denunciou o militar por um crime de homicídio e duas tentativas de homicídio, pois ele disparou vários tiros de pistola dentro do recinto, matando Rodrigo e ferindo duas pessoas que estavam no local.
Até às 20h de ontem, seis testemunhas de acusação e defesa prestaram depoimento ao juiz. Duas delas, Monique Pereira de Oliveira e Franciele dos Santos, disseram que foram procuradas pelo policial e teriam sido orientadas a dar uma informação falsa durante o julgamento, afirmando que Rodrigo estaria na festa com um grupo de traficantes que teria tentado matar o réu. Esta informação, inclusive, provocou a suspensão de um primeiro julgamento do caso, em 2013. Ontem, as testemunhas recuaram e disse que foram instruídas pelo capitão e por seu advogado à época, Evaldo Campos – que nega a acusação.
O advogado atual, Alexandre Porto, pediu a realização de uma acareação entre as testemunhas e reafirmou que o réu atirou em legítima defesa. Já o promotor Rogério Ferreira, responsável pela acusação, argumentou que as versões reafirmam a culpa do policial e provaram que ele tentou interferir no resultado do julgamento. A sessão seguiu pela noite de ontem, com o depoimento das testemunhas de defesa e o debate entre as bancas. Outras informações sobre o julgamento estarão na edição de amanhã.


