Ladrões de fazendas são presos no interior

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Três acusados de assaltar fazendas na região Agreste do estado foram presos em uma operação realizada na quarta-feira, durante todo o dia, por policiais militares do Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati). Eles são apontados como integrantes de uma quadrilha que agiu nas cidades de Carira, Campo do Brito e Macambira, principalmente no roubo de gado. Dois dos acusados foram presos em Carira: Gidelson Carvalho do Nascimento, 32 anos, e José Rodrigo de Jesus, 22, apontado como o chefe do grupo. Já o comerciante Mário César Medeiros, conhecido como "César dos Pastéis", 41, foi preso em Macambira.

Com eles, a polícia apreendeu uma motocicleta roubada que era usada nos assaltos, além de telefones celulares, munições, dois revólveres de calibre 38, um revólver calibre 32, uma espingarda calibre 28, quatro munições de espingarda calibre 20 e uma pistola calibre 40 que foi roubada de um da casa de policial militar. Esta pistola estava com um quarto suspeito que também foi preso, mas ainda está em investigação e não teve seu nome revelado. Já as armas estavam com José Rodrigo e Gidelson.

De acordo com o comandante do Gati, major George Melo, a investigação que levou ao grupo começou a partir de uma tentativa de assalto. "Eles invadiram uma propriedade em Frei Paulo e vitimaram o proprietário desta chácara, levando dinheiro, vários pertences e o veículo da vítima. Quando eles perceberam que iriam ser abordados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), eles atiraram nessa equipe e foram perseguidos tanto pela PRF quanto pela PM de Carira. Os meliantes abandonaram o carro e conseguiram escapar", relata o major.

Ainda segundo George, o grupo voltou a agir em Campo do Brito, onde agiram com violência na fazenda de uma senhora e deixaram escapar uma pista. "Essa senhora foi bastante agredida com coronhadas na cabeça, por causa de uma quantia em dinheiro que eles queriam, e conseguiram levar R$ 5 mil. Só que uma pessoa percebeu que havia um homem de moto, vigiando a propriedade. Essa testemunha nos passou o número da placa e conseguimos identificar os endereços e os integrantes do grupo. Foi um trabalho que durou cerca de 30 dias", disse o oficial.

A polícia apurou que a quadrilha era dividida em três grupos, sendo um baseado em Carira, outro em Macambira e outro em uma cidade do interior da Bahia. Melo assegura que todos os outros envolvidos foram identificados e pedem que outras vítimas de assaltos a fazendas e sítios compareçam às delegacias para prestar queixa e fazer o reconhecimento dos acusados por foto. O major confirmou que quatro assaltos já são oficialmente assumidos pelo líder José Rodrigo, mas o número pode ser maior. A principal característica do grupo, é a violência nas abordagens. "Todas elas eram amarradas e bastante agredidas pelos assaltantes, para que elas entreguem todos os pertences", completa o comandante.

Os três presos foram trazidos ontem de madrugada para Aracaju e encaminhados ao Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), no Capucho (zona oeste), que vai assumir as queixas registradas nas delegacias das cidades envolvidas. A polícia da Bahia também foi acionada para tentar prender os membros da quadrilha baseados no estado vizinho.

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