Liminar suspende demolição de casas na Praia do Saco

Milton Alves Júnior

 


Sergipanos residentes na região da Praia do Saco, município de Estância, zona Sul do Estado de Sergipe estão mais aliviados após serem comunicados que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), por intermédio do desembargador federal Fernando Braga, concedeu liminar favorável a ação que solicitava a suspensão da ordem de destruição de 150 casas. A medida havia sido expedida pela Justiça Federal em Sergipe, e provocou pânico junto aos moradores; muitos deles com quase 50 anos de habitação no local. O impacto com a decisão anterior gerou ocorrências mais agravantes.

 A ordem de despejo começou a ser apresentada na quarta-feira da semana passada, e todos tinham até 30 dias para deixar o espaço. Conforme destacou o líder comunitário, Pedro Marcelo Siqueira, mais de 500 pessoas poderiam ficar em caótico estado de sobrevivência, caso a ordem de despejo e demolição das residências fossem, de fato, realizadas. Agora, diante do amparo superior, as famílias esperam que todos possam continuar residindo no local sem nenhum tipo de interferência jurídica.

"Foi um alívio grande essa decisão. Todos aqui não estavam mais conseguindo dormir com a ordem de sair de casas que residem há décadas. Estamos um pouco mais aliviados com a medida adotada pelo desembargador Fernando Braga, mas seguimos na esperança de que essa ideia de tirar centenas de pessoas daqui, e deixá-los desabrigados, não esteja mais em pauta no debates dos juristas sergipanos", declarou. Ainda conforme avaliação apresentada por Marcelo, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região escolheu o lado da sensatez, gerando assim, fôlego aos estancianos que não visualizava outra alternativa a não ser morar em barracos improvisados.

"Foi um baque grande, mas que chegou ao fim com a decisão do desembargador que optou por defender a integridade social dessas famílias. Sem ter para onde seguir com os seus familiares, centenas de pessoas iriam acabar criando ocupações e morando sem nenhum apoio dos próprios juristas que tinham aprovado a derrubada dos barracos", concluiu. 

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