Mãe de bebê queimado foi estuprada pelos 2 bandidos

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A polícia confirmou ontem novos detalhes da prisão de Diego Borges Mota, 21 anos, que confessou ser o autor do incêndio criminoso que matou o bebê Luiz Guilherme Ramos Bento, de um ano e oito meses, e deixou ferida a mãe da vítima, Isadora Ramos Teles, 19 anos. O acusado foi preso em flagrante na última sexta-feira pela Polícia Militar de São Cristóvão (Grande Aracaju), após tentar assaltar uma casa de material de construção no centro da cidade. Agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já investigavam Diego pelo incêndio, ocorrido em 6 de agosto no conjunto Jardim I, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Um segundo homem, cujo nome não foi revelado, também é acusado de envolvimento no crime.

A delegada Thereza Simony Nunes Silva, diretora do DHPP, informou que o suspeito já estava com sua prisão preventiva decretada pela Vara Criminal de Socorro, a pedido do delegado Robério Santiago, responsável pela apuração do crime. Segundo ela, o suspeito foi reconhecido pela própria Isadora e por outras testemunhas como o homem que entrou na casa dela e, acompanhado por um comparsa, ateou fogo no quarto depois de estuprá-la. "Diego era conhecido da vítima. Ele e outro comparsa entraram de forma espontânea na casa da vítima, tentaram praticar um ato sexual com ela e ela não consentiu. Foi quando o Diego aplicou uma gravata na vítima e ela desfaleceu", conta Simony.

Ela acrescenta que, depois de Isadora desmaiar, os dois invasores estupraram a vítima e depois a levaram para a cama do quarto onde ela dormia com o filho. A partir daí, conforme a polícia, Diego teve a idéia de matar a mulher e decidiu colocar fogo no colchão. "Segundo o Diego, eles não viram a criança (deitada na cama) e a intenção deles era apenas matar a mãe, para encobrir o crime de estupro que eles cometeram", disse a delegada. Luiz Guilherme morreu carbonizado e Isadora sofreu queimaduras de 2º e 3º graus em 30% do corpo.

Além de buscar pelo segundo envolvido no crime, resta ainda descobrir se algum combustível foi usado pelos acusados para incendiar o quarto das vítimas. "Quem vai esclarecer melhor isso é a perícia (do Instituto de Criminalística), mas o Diego diz que apenas usou um fósforo. O colchão e os lençóis podem ter pegado fogo rápido por serem de material mais inflamável, mas quem pode confirmar isso ou não é a perícia", ressalta Thereza, descartando a hipótese de crime premeditado. "Os fatos se desenrolaram na intenção dos acusados estuprarem a moça e eles decidiram cometer o crime na hora", pontuou.

Também foi descartada a hipótese de vingança, levantada na manhã seguinte ao crime por parentes de Isadora, os quais disseram à polícia que ela vinha sendo ameaçada pela esposa de um homem que tinha um romance com a vítima. Segundo a diretora do DHPP, não foi descoberta nenhuma relação entre a rixa e o incêndio. Diego, que já foi interno do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) e respondeu a processos por roubo, foi preso em São Cristóvão com um revólver calibre 38 e a quantia em dinheiro roubada da loja de construção. Ele está detido na 5ª DM (Cj. João Alves) e aguarda transferência para um presídio. O inquérito do caso deve ser concluído nos próximos dias.

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