MAIS 300 QUILOS DE DROGAS APREENDIDOS

Um caminhão de mudanças que estava a caminho de Fortaleza (CE) foi apreendido na noite deste último sábado na BR-101, em Cristinápolis (Sul), durante uma operação conjunta de equipes da Polícia Federal e do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChq). O veículo, um Mercedes-Benz com placa CBS-8853/MS, estava com 300 quilos de maconha prensada, cujos tabletes estavam escondidos em caixas de papelão e em um carro de passeio.  O pernambucano Hilton Dino da Silva, 56 anos, que já tem passagem por crime de roubo, foi preso em flagrante e autuado por tráfico de drogas.

De acordo com o tenente Moisés Moraes, do BPChq, a barreira policial foi montada como atitude de rotina, para capturar foragidos e evitar a entrada de drogas e armas em Sergipe. Durante a abordagem, cães farejadores do Choque foram usados para verificar a carga do caminhão e acusaram a presença da droga. "Havia apenas o motorista e, com a presença dos cães, quando eles apontam alguma substância ilegal, a pessoa que a transporta já fica com um comportamento ansioso, e assim ele ficou. A droga estava acondicionada em caixas diferentes da mudança e nos fundos do caminhão", disse ele.

Outro fator que chamou a atenção foi o desvio da rota informada, já que o Mercedes partiu de Campo Grande (MS) em direção à capital cearense. "É uma rota incomum pra quem segue aquele destino, e isso foi mais uma suspeita que encontramos sobre o caminhão", disse o delegado federal Daniel Horta Alves, do Núcleo Regional de Combate ao Crime Organizado da PF. A suspeita é de que a droga despachada para Fortaleza teria sido produzida no Paraguai, país que faz fronteira com o Mato Grosso do Sul e é apontado como principal via de acesso usada pelos traficantes brasileiros de drogas e armas.

Os federais apuraram que a mudança levada pelo caminhão pertence a um oficial das Forças Armadas, que não teve o nome, a patente ou a corporação divulgadas. No entanto, Daniel Horta assegura que ele não tem nada a ver com a maconha apreendida. "Não há qualquer indício de envolvimento desse oficial com a droga. As caixas e a forma de transporte são totalmente diferentes. Na verdade, o motorista foi quem se utilizou da sua profissão para transportar entorpecentes", disse o delegado.

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