Mais Médicos é aprovado por 95% da população

Andreia Verdélio
Agência Brasil

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresentou ontem uma pesquisa, encomendada pelo ministério e feita pela Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas, com a opinião dos usuários sobre o Mais Médicos. De acordo com o resultado, 95% dos entrevistados se disseram satisfeitos com os serviços nas unidades básicas de Saúde e 87% deram nota de 8 a 10 para os médicos. Para 86% da população ouvida, a qualidade do atendimento melhorou após a chegada de mais profissionais.

Sobre os procedimentos, 84% disseram estar satisfeitos com a duração das consultas, 78% aprovaram a comunicação com o médico e 52% apontaram melhora no acesso a medicamentos. Para 83% houve melhoria nos esclarecimentos sobre problemas de saúde e 80% revelaram satisfação em relação ao acompanhamento sendo feito pelo mesmo profissional. Foram feitas 4 mil entrevistas, entre 4 de junho e 6 de julho de 2014, em 200 municípios de todos os estados do país que contavam com médicos do programa.

Questionado sobre o fato de divulgar a pesquisa em período eleitoral, o ministro Arthur Chioro explicou que o Programa Mais Médicos completou um ano em julho, quando concluiu o provimento de profissionais para os municípios, com a chegada dos médicos do quinto ciclo. "O programa é uma política de Estado, aprovada pelo Congresso Nacional e implementada com estados e municípios de forma republicana, atendendo a todos os prefeitos de todos os partidos que desejaram participar e se inscreveram. Para toda política pública temos a necessidade de apresentar os resultados e nos parece extremamente legítimo que o governo preste conta à sociedade", argumentou o ministro.

Segundo Chioro, a porcentagem dos entrevistados que se mostraram insatisfeitos com o Mais Médicos diz respeito, principalmente, à expectativa de se encontrar nos postos de saúde serviços e exames que ele não fornece, e à dificuldade de comunicação com o médico. Dos 14.462 profissionais do programa, 1.846 são brasileiros, 1.187 são brasileiros formados no exterior e 11.429 são médicos de outras nacionalidades, principalmente cubanos.

Sobre as questões de infraestrutura e a dificuldade de atendimento em hospitais, Chioro disse que 80% dos problemas são resolvidos no posto de saúde. "Sem a organização da atenção básica com qualidade, não resolveremos os problemas da atenção especializada e do acesso à atenção hospitalar de urgência e emergência. Temos agora condições de priorizar esse sistema de média complexidade e da atenção ambulatorial especializada que se constitui no calcanhar de Aquiles do nosso sistema", explicou.

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