Cândida Oliveira
Médicos da rede municipal – PFS, especialistas e emergencistas – discutem nesta quarta-feira, indicativo de paralisação. A categoria se reúne na sede do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), no bairro 13 de Julho.
Na ocasião, discutirão as negociações relativas à Campanha Salarial para 2013. Segundo o presidente do sindicato, João Augusto Alves, a negociação da Prefeitura de Aracaju ainda não iniciou. "Nossa data base já venceu e a conversa com a Secretaria de Saúde não começou", explicou. Ele avisa que está na pauta a possibilidade de paralisação de advertência da categoria, durante 24h.
Ele contou também que o sindicato já enviou ofício solicitando uma reunião com os gestores públicos. "Foi enviado ofício em dezembro de 2012, no início de janeiro de 2013 e no final do mês, e até o momento não houve um primeiro contato", reclamou.
"Se até a assembleia de hoje, que acontecerá às 14h, não houver uma conversa com o município, a categoria será informada e vamos decidir se paralisamos", assegurou o presidente do Sindimed.
Os 500 médicos reivindicarão a organização da carreira por meio de gratificação de desempenho. De acordo com João Augusto, o médico que desempenha um bom trabalho e cumpre com seus compromissos enquanto servidor, merece ser reconhecido. "Quem trabalha bem, recebe mais, é o justo, e assim separamos o joio do trigo".
Na proposta dos médicos, que será apresentada aos gestores municipais, a Prefeitura de Aracaju deve avaliar o atendimento do profissional: os tipos de atendimento, a nota do gestor quanto ao desempenho do servidor, entre outras coisas. Essa avaliação deve ser realizada por uma empresa contratada pela Prefeitura de Aracaju. "O serviço público deve ser avaliado, pois a sociedade é quem paga nosso salário", pontua o sindicalista.
Ato – No dia 05 de março, 7h30, tem ato público com médicos da rede estadual, no calçadão da Rua João Pessoa, centro de Aracaju. O motivo do ato é a insatisfação pelo fato do Governo do Estado, mais uma vez, segundo os sindicalistas, não honrar com a promessa feita aos servidores públicos estaduais, depois de muita conversação, no tocante a implantação do Plano de Carreira.
O ato tem como objetivo, chamar a atenção do público e pressionar os governantes para que eles cumpram o que prometeram aos servidores estatutários. "São mais de oito anos de luta e negociações travadas com o Governo do Estado e de promessas, estudos e nada resolvido. A luta que teve o seu começo com os médicos e demais servidores do Ipesaúde, depois de tantas reuniões, paralisações e até greves, tomou uma proporção que passou a integrar as outras carreiras estatutárias, passando a ser um plano único do servidor público, com a promessa de sair do papel no final do ano de 2012, antes do recesso parlamentar".


