Milton Alves Júnior
Pela primeira vez desde que a cantora sergipana Paula de Menezes Nascimento Leca Viana, a Paulinha Abelha, buscou acolhimento hospitalar para cuidar do respectivo debilitado estado de saúde – no último dia 11 de fevereiro -, profissionais da medicina concederam no final da tarde de ontem uma entrevista coletiva com a perspectiva de apresentar com detalhes o atual quadro clínico da paciente, vocalista da banda Calcinha Preta.
O encontro foi realizado nas dependências do Hospital Primavera, em Aracaju, e contou com a presença dos médicos Ricardo Leite, diretor técnico; Marcos Aurélio Alves, médico neurologista; e André Luís Veja, médico intensivista. Paulinha Abelha é natural da cidade sergipana de Simão Dias, nascida no dia 16 de agosto de 1978.
Insuficiência renal – Em depoimento a equipe médica confirmou que a paciente foi acolhida na unidade após os rins terem perdido a capacidade de efetuar suas funções básicas. O problema de saúde foi provocado em decorrência da diminuição da quantidade de sangue no rim; a situação se agravou devido a desidratação, mau funcionamento dos rins e/ou pressão baixa. Ao contrário do que foi especulado, os exames não identificaram a presença de substâncias tóxicas como medicamentos, capazes de impulsionar o quadro clínico. Acompanhada em tempo integral, a paciente apresenta um quadro de Insuficiência Renal Aguda (IRA), quando ocorre súbita e rápida perda da função renal. Apesar de ser aguda, a situação clínica é considerada de extrema gravidade.
Bactéria – “Lamentavelmente essa informação, sem o mínimo de veracidade, acabou resultando em um problema gigante para o hospital. Quando um caso de infecção bacteriana é notificado, a unidade é obrigada a adotar inúmeros protocolos sanitários, investigativo e de proteção coletiva. Essa notícia de bactéria no cérebro provocou pânico em pessoas que estiveram com ela em shows, dentro de casa e até na aeronave quando a paciente se deslocava de São Paulo para Aracaju”, declarou Marcos Aurélio.
Sequelas – Descartando qualquer indicativo de morte cerebral, os profissionais da medicina enalteceram que Paulinha Abelha permanece em coma grave, bastante profundo, mas com condições de se deparar de forma gradativa com avanços significativos. “A nossa luta diária é para mantê-la em vida; sendo transparente, esse nosso esforço tem sido bastante grande. O nível de consciência hoje enfrentado pela paciente é de nível três (03) – a nossa, aqui nessa entrevista, é, em média, 15. O fato é que seguimos trabalhamos por uma recuperação que não será tão rápida, instantânea. Vivenciamos um dia pós o outro; depois que conseguirmos mantê-la viva, poderemos analisar as possíveis sequelas”, finalizou o neurologista Marcos Aurélio Alves.
Por decisão do Hospital Primavera, em consenso com todos os profissionais da saúde envolvidos no acolhimento de Paulinha Abelha, a partir de hoje apenas um boletim médico será divulgado. Essa postagem oficial deve ocorrer às 12h. Em casos considerados excepcionais, um segundo comunicado pode ser divulgado.


