Moradores pressionam por asfalto em Pedreiras

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Representantes do Movimento Sem Asfalto e Sem Petróleo estiveram reunidos mais uma vez na tarde de ontem com a direção da Petrobras na sede da empresa para discutirem a construção da Estrada dos Manguezais, que deverá ser definida até o dia 30 deste mês.  Durante a reunião, os moradores receberam explicações da Petrobras sobre o andamento do processo para construção da estrada. O novo prazo foi acordado durante a reunião entre os moradores e a diretoria da empresa.
"A Petrobras nos informou que a decisão contratual para começar as obras depende de um trâmite legal que envolve o envio de documentação. Deste modo, a Petrobras solicitou um novo prazo aos moradores para que esperem até o final deste mês quando está prevista uma definição sobre o caso", informou Wilton Ramos, integrante do Movimento Sem Asfalto e Sem Petróleo, criado por moradores que residem no povoado Pedreiras, na cidade de São Cristóvão, e adjacências.
Wilton destaca que as obras para construção da estrada vão beneficiar diretamente muitas famílias que moram em várias localidades de São Cristóvão.

A estrada será construída com uma extensão de 6 km para o tráfego do transporte pesado utilizado pela Petrobras na localidade. "Estamos otimistas com a construção da estrada para garantir o transporte seguro durante o escoamento de produção de petróleo da região", avalia.

O morador do povoado destaca ainda que a ação vem sendo planejada para buscar uma solução definitiva para todos os transtornos causados no decorrer dos 40 anos de escoamento através da via na região.
No primeiro semestre deste ano, os moradores do povoado Pedrinhas iniciaram uma negociação com a empresa para discutir o problema, com o objetivo de garantir o cumprimento de um acordo na justiça para construção da estrada.

Um compromisso para pavimentação asfáltica foi acordado no Ministério Público Estadual no mês de abril deste ano entre a Petrobras, o governo do estado e a prefeitura de São Cristóvão.
Além dos moradores do povoado Pedreiras, as comunidades de locais como Chica, Tinharé, loteamento Lauro Rocha e o bairro Colina, todos localizados na cidade de São Cristóvão, serão contemplados com a mudança estrutural da via, que passará a ser asfaltada garantindo a segurança no transporte de petróleo por carretas.
"A luta das comunidades também favorece o desenvolvimento do turismo local através de ações voltadas para as cinco ilhas banhadas pelo Rio Vaza-Barris", ressaltou.

Wilton destacou que a obra vai resolver o problema da situação estrutural das estradas no município. Ele lembra que os caminhões que realizam o transporte do local pesam até 70 toneladas e a população sofre com o risco iminente de acidentes.  
Por causa do problema, os moradores já interditaram por duas vezes o acesso ao povoado Pedreiras. A estrada chegou a ser bloqueada por cerca de sete dias, ocasião em que os moradores permaneceram acampados na área.

Com a abertura de uma negociação, os moradores e a Petrobras discutem a celebração do convênio que visa promover as mudanças reivindicadas pela população que reside nas áreas. O prazo anterior para execução da obra foi de 120 dias, como foi acordado durante audiência no Ministério Público de Sergipe.

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