Motoristas da Modelo param por 2 horas

 

Por mais de duas horas, um grupo formado por 50 trabalhadores do serviço de transporte coletivo na região metropolitana de Aracaju, cruzaram os braços como forma de pressionar a empresa Viação Modelo para realizar o pagamento das férias e do adicional pelo acúmulo da função motorista/cobrador. Logo no início da manhã de ontem a direção do Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário (Setransp) oficializou que dezenas de veículos não saíram da garagem da empresa, que fica no bairro Industrial, na zona Norte da capital sergipana, mas reconheceu que o impasse não provocou impactos no funcionamento do sistema integrado. O ato foi monitorado ainda pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). 
Reunidos nas dependências internas da empresa, os profissionais garantiram que há mais de 50 dias a administração empresarial não paga uma gratificação de R$ 370 para acúmulo da função de cobrador, além das férias do mês de agosto. O entrave foi minimizado depois que representantes da Viação Modelo garantiram que parte dos pleitos seriam atendidos até a noite de ontem. A expectativa por parte dos funcionários é que a quitação dos débitos permaneça acontecendo ao longo desta semana; não foi apresentada uma data final para a conclusão geral das pendências. Ao JORNAL DO DIA, o Setransp voltou a informar que diante da pandemia provocada pelo coronavírus, a arrecadação do setor passou a enfrentar sucessivas perdas. 
Em janeiro deste ano empresas que operacionalizam o sistema afirmaram que em 10 meses de pandemia, o sistema de transporte urbano contabilizou queda de 43,8% no número de passageiros; esse quantitativo, conforme destacado pela entidade sindical, as empresas deixaram de arrecadar mais de R$ 97,8 milhões. Apesar do desequilíbrio financeiro, cada empresa manteve 80% da sua capacidade, sendo que esse percentual precisou sofrer variações diante da disponibilidade diária de veículos extras para o serviço. Já na manhã de ontem, mesmo com a chegada da vacina e milhares de sergipanos parcialmente imunizados, o número de passageiros reduziu ainda mais, e atingiu a casa dos 47%, se comparado ao período pré-pandêmico. 
Por meio de nota oficial, o Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário esclareceu que: "está aguardando uma reunião com o governo do estado que está realizando um estudo sobre a possibilidade de buscar isenção de um dos impostos." Sobre as dificuldades acumuladas ao longo dos últimos dois anos, o Setransp revelou que todas as empresas prestadoras dando sinais de entrar em colapso e encerrar suas atividades. "O Setransp alerta quanto à situação atual de risco à sustentabilidade do setor de transporte, que embora seja um serviço essencial tem enfrentado os efeitos econômicos negativos da pandemia da Covid-19 sem nenhum aporte financeiro dos governos, nem isenção de tributos como aconteceu em diversas capitais do país", completou. 

Por mais de duas horas, um grupo formado por 50 trabalhadores do serviço de transporte coletivo na região metropolitana de Aracaju, cruzaram os braços como forma de pressionar a empresa Viação Modelo para realizar o pagamento das férias e do adicional pelo acúmulo da função motorista/cobrador. Logo no início da manhã de ontem a direção do Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário (Setransp) oficializou que dezenas de veículos não saíram da garagem da empresa, que fica no bairro Industrial, na zona Norte da capital sergipana, mas reconheceu que o impasse não provocou impactos no funcionamento do sistema integrado. O ato foi monitorado ainda pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). 
Reunidos nas dependências internas da empresa, os profissionais garantiram que há mais de 50 dias a administração empresarial não paga uma gratificação de R$ 370 para acúmulo da função de cobrador, além das férias do mês de agosto. O entrave foi minimizado depois que representantes da Viação Modelo garantiram que parte dos pleitos seriam atendidos até a noite de ontem. A expectativa por parte dos funcionários é que a quitação dos débitos permaneça acontecendo ao longo desta semana; não foi apresentada uma data final para a conclusão geral das pendências. Ao JORNAL DO DIA, o Setransp voltou a informar que diante da pandemia provocada pelo coronavírus, a arrecadação do setor passou a enfrentar sucessivas perdas. 
Em janeiro deste ano empresas que operacionalizam o sistema afirmaram que em 10 meses de pandemia, o sistema de transporte urbano contabilizou queda de 43,8% no número de passageiros; esse quantitativo, conforme destacado pela entidade sindical, as empresas deixaram de arrecadar mais de R$ 97,8 milhões. Apesar do desequilíbrio financeiro, cada empresa manteve 80% da sua capacidade, sendo que esse percentual precisou sofrer variações diante da disponibilidade diária de veículos extras para o serviço. Já na manhã de ontem, mesmo com a chegada da vacina e milhares de sergipanos parcialmente imunizados, o número de passageiros reduziu ainda mais, e atingiu a casa dos 47%, se comparado ao período pré-pandêmico. 
Por meio de nota oficial, o Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário esclareceu que: "está aguardando uma reunião com o governo do estado que está realizando um estudo sobre a possibilidade de buscar isenção de um dos impostos." Sobre as dificuldades acumuladas ao longo dos últimos dois anos, o Setransp revelou que todas as empresas prestadoras dando sinais de entrar em colapso e encerrar suas atividades. "O Setransp alerta quanto à situação atual de risco à sustentabilidade do setor de transporte, que embora seja um serviço essencial tem enfrentado os efeitos econômicos negativos da pandemia da Covid-19 sem nenhum aporte financeiro dos governos, nem isenção de tributos como aconteceu em diversas capitais do país", completou. 

 

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