Motu realiza ato público no Tribunal de Justiça

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Famílias ligadas a ocupações nos bairros 17 de Março, Vitória da Ilha e Novo Amanhecer realizaram na tarde de ontem um ato em frente ao Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, situado na praça Fausto Cardoso.
A manifestação foi coordenada pelo Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu) com o objetivo de cobrarem maior atenção do judiciário para que interceda junto às famílias.
O ato público aconteceu um dia após a desocupação do prédio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), no centro de Aracaju.  

O prédio foi ocupado na noite de domingo e desocupado na manhã de terça-feira. A coordenadora do Motu, Dalva Angélica Santos, informou que os representantes daquelas famílias não irão parar com o movimento até que as autoridades tomem providências.
"Reivindicamos o direito do acesso à moradia digna, bem como manifestar protesto à postura do judiciário que vem reprimindo movimentos populares que lutam por esta causa", diz.

Ainda segundo Dalva, o movimento foi feito de forma pacífica, mas com a intenção de mostrar à população de Aracaju, quais as condições de sobrevivência dos moradores e sensibilizar a Prefeitura para que encontre uma solução para eles.
Mobilização – As famílias do 17 de março, Vitória da Ilha e Novo Amanhecer lutam por moradias e há meses vêm ocupando terrenos e espaços públicos como forma de pressionar as autoridades a fornecer as moradias.

Muitos dos ocupantes perderam suas casas em enchentes e moravam em imóveis alugados pela Prefeitura. Embora alguns recebam o auxilio moradia, alegam que não é o suficiente para manter os custos de um aluguel.
As 172 famílias da ocupação Vitória da Ilha permanecem por pelo menos 2 meses em uma área próxima à cabeceira da ponte construtor João Alves Filho que liga o município de Barra dos Coqueiros a Aracaju. Já as 144 famílias do Novo Amanhecer ocupam casas inacabadas localizadas em Nossa Senhora do Socorro. Em Aracaju as 200 famílias do 17 de Maço vivem em condições precárias em um terreno localizado no bairro.

A manifestação antecede a reunião que acontece nesta quinta-feira entre as famílias sem-teto e a superintendência da Caixa Econômica Federal.
A reunião foi agendada pela CEF após rápida ocupação da agência pelas famílias ocorrida na tarde de terça-feira. Em pauta, está a discussão de acesso a moradia. 

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