Membros do Movimento Não Pago voltaram a protestar contra o indicativo de reajuste junto à tarifa do transporte coletivo da Grande Aracaju. Segundo explicações apresentadas pela direção do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setransp), está insustentável manter o serviço público diante da passagem que hoje custa R$ 3,10. Para o setor empresarial, a inflação brasileira, atrelada ao baixo índice de reajuste nas tarifas realizadas nos últimos cinco anos, tem gerado problemas financeiros para as empresas responsáveis pela condução de mais de 300 mil sergipanos diariamente. Na ótica dos gestores, o valor da passagem deve subir para R$ 3,97.
Em contraponto, os passageiros, representados pelo movimento, alegam que a planilha de preços do sindicato possuem informações apresentadas pelo Não Pago como fraudulentas. Durante entrevista coletiva realizada na manhã de ontem pelo grupo, os usuários do sistema pediram o apoio do Tribunal de Contas (TCE), do Ministério Público Estadual (MPE), e do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE), para que investiguem a legalidade de todos os preços expostos na lista repassada à Prefeitura de Aracaju como forma de pressionar o prefeito Edvaldo Nogueira a apresentar aos vereadores uma proposta de reajuste imediata na tarifa.
"Não podemos aceitar que este tipo de acordo possam continuar prejudicando o estudante, o cidadão trabalhador e todos os demais passageiros que pagam caro por um serviço que há anos se contradiz com o valor pago pela passagem. Precisamos mais uma vez que os órgãos de fiscalização intervenha nesse diálogo e esteja do lado do consumidor. É preciso garantir melhorias reais antes de tentar reajustar a tarifa mais uma vez sem o apoio da população", declarou Varjão. No decorrer da entrevista os líderes do movimento alegaram que, segundo cálculos de gastos realizados paralelamente ao Setransp, o atual valor da tarifa deveria ser de R$ 2,65.


