Terça, 23 De Abril De 2024
       
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Mulher que ocultou cadáver por sete anos é solta


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Publicado em 20 de fevereiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Milton Alves Júnior
 
Após ser contemplada por liminar judicial, a mulher de 37 anos, acusada de manter em uma geladeira o corpo do jornalista e advogado gaúcho Celso Adão Portella, foi liberada do sistema prisional e vai responder o processo em liberdade. Confinada no Presídio Feminino, em Nossa Senhora do Socorro, desde o último dia 02 de fevereiro, a ré aguarda julgamento por ter escondido o cadáver por cerca de sete anos. Conforme destacado pelo JORNAL DO DIA, após ser conduzida para prestar depoimento na Delegacia Plantonista de Aracaju, em setembro do ano passado, a investigada confessou o armazenamento mas se defendeu ao garantir que não tinha cometido homicídio. Essa versão foi reforçada a cada novo depoimento.
No dia 18 de dezembro, já com a réu internada no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, na capital sergipana, o Instituto Médico Legal (IML) revelou que estudos periciais indicaram que a vítima morreu após levar uma queda e sofrer traumatismo craniano. No primeiro momento, ao ser questionada sobre a causa da morte, a réu informou que saiu para trabalhar, e, quando retornou, se deparou com o idoso já sem vida. Ela foi indiciada por ocultação de cadáver e maus-tratos contra a filha dela, de apenas quatro anos de idade. Desde o momento da detenção, a criança segue sob os cuidados da avó materna.
Responsável por apresentar a defesa da acusada, a advogada Katiuscia Barbosa destacou que permanece acumulando documentos capazes de livrar a respectiva cliente da condenação. Segundo defendido pela profissional da advocacia, os sete anos de ocupação do cadáver contribuíram para perturbar o psicológico da mulher. Katiuscia Barbosa reconheceu ainda que a cliente demandava de tratamento especializado. “Ela se autocondenou [pela ocultação do cadáver] por todos esses anos e foi adoecendo cada vez mais.” O relatório do IML indicou que Celso Adão Portella possuía diagnóstico de doença de Parkinson, o que também contribui para a perda de mobilidade.
Sem data definida, a mulher segue em limitada liberdade, e deve se apresentar a uma delegacia todas as vezes que for convidada para prestar novos esclarecimentos. 
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