Milton Alves Júnior
O mais recente Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa) apresentado na manhã de ontem pela prefeitura de Aracaju indica que dos 43 bairros pertencentes à capital sergipana, 25 apresentam médio risco de surto ou epidemia de dengue. Os estudos revelaram ainda que nenhuma localidade oferece alto risco, bem como os demais 18 bairros foram classificados em baixo risco. No contexto geral o LIRAa revelou que no cenário atual o índice de infestação geral de Aracaju ficou em 1,5, valor considerado pelos técnicos como ‘médio risco’. O resultado positivo era esperado pelo setor público após 12 mutirões de combate à dengue terem sido realizados entre os meses de abril e agosto deste ano.
Conforme realizado ao longo dos últimos cinco anos – sobretudo pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) -, a cada semana de mutirão, um bairro é contemplado e, para a definição da localidade, o resultado do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) é utilizado como base. Paralelo ao trabalho desenvolvido pelos profissionais da Saúde pública, o gerente do Programa de Controle do Aedes, Jeferson Santana, destaca que a população precisa intensificar as ações em prol do combate ao mosquito que também é o vetor de doenças paralelas como a Zika e Chikungunya. O gestor pede a colaboração de todos para que facilitem o acesso e trabalho desenvolvido por agentes de combates às endemias.
Uma nota pública apresentada pela SMS mostra que 13 bairros de Aracaju, neste mês de setembro, tiveram aumento no valor do índice de infestação predial, isto equivale a 30,2% comparando com o LIRAa de julho de 2022, 9,3% mantiveram o mesmo índice (04 bairros) e 26 bairros apresentaram redução em seus índices; redução de 60,4%.
“Em Aracaju, o criadouro mais importante continua sendo os depósitos de água ao nível do solo, como lavanderias e tonéis, tendo o percentual de 53,2 dos locais encontrados com foco, o que representou um aumento de 26,1% em relação a julho 2022. O segundo maior problema são os depósitos domiciliares (vasos e pratos de plantas, ralos, lajes, sanitários em desuso, etc) com 34,8. Neste caso, observa-se uma diminuição de 16,7% frente ao índice apresentado em julho, que foi de 41,8”, informou a prefeitura da capital sergipana. A SMS explica que a padronização do Ministério da Saúde considera o índice de infestação de baixo risco de até 0,9%; médio risco 1%? IIP ? 3,9%; alto risco ?4%.


