Segunda, 26 De Fevereiro De 2024
       
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No meio da roda


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Publicado em 26 de janeiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Sem medo de ser feliz (Eduardo Lucas)

Rian Santos
 
Desde o fim de um prolongado período sabático, quando ficou longe dos palcos, a naurÊa não dá descanso a Márcio de Dona Litinha. Eventos diversos, até uma comovente homenagem audiovisual ao aniversário da capital sergipana, insistiram em botara banda de novo na roda. Aparentemente, os planos de sombra e água fresca foram adiados até um amanhã muito distante. No Verão Sergipe 2024 (ver nesta página) a naurÊa cai na farra mais uma vez.
O Jornal do Dia já contou essa história: Por vontade própria, Márcio não subiria a um palco tão cedo. Mas os convites pintaram, sem mais nem menos, fazendo pouco caso do intervalo requisitado pelo artista, um descanso merecido depois de tantos anos de farra e zabumba. Ficou o dito por não dito. E não se fala mais no assunto.
Em oportunidade anterior, Márcio explicou que a nova fase da naurÊa é um trabalho em progresso, uma experiência ainda em curso, realizada de modo um tanto instintivo, que nem ele sabe direito onde vai dar. De certo, há composições novas e a intenção de atender aos apelos calorosos da música de Cuba e Bahia.
A formação também é outra, com os músicos Ruan Levy (sanfona), DanyelNanume (bateria) e João Alberto (percussão) quebrando tudo. À frente do quarteto, encarnando a alma festiva e sem vergonha de ser feliz, está Márcio, o último dos moicanos, disposto a honrar o legado da naurÊa, um patrimônio de muita fuleiragem comendo no centro.
Melhor assim. A naurÊa já sofreu sucessivas baixas, da guitarra crioula de Abraão Gonzaga, uma das marcas registradas da banda, até a voz rouca de Alex Sant’Anna. O próprio Márcio admite o rombo de tantas ausências notáveis no palco. Mas entre se lamentar e olhar pra frente, ele prefere meter dança. Ainda bem.
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