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O CASO FAUSTÃO E A ENXURRADA DE DESINFORMAÇÃO


Publicado em 07 de setembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


* Rômulo Rodrigues

Nas duas últimas semanas ganhou o palco do noticiário, quase como os programas de auditório as enxurradas de notícias desencontradas sobre o transplante de coração em beneficio do apresentador de programas de televisão e, como é de praxe, a desinformação, o preconceito e os comentários dos sem noção prevaleceram.
Nada que surpreendesse a quem já está acostumado ao incentivo desse tipo de debate nos meios televisivos que se alimenta e incentiva, desde que renda audiência, e o saldo cultural e informativo que vá para a caixa prego.
Em verdade, o que ficou em 2º plano foi a oportunidade dos órgãos e pessoas envolvidas nas histerias das divulgações de que o Brasil tem um dos maiores, se não for o maior, sistema de atendimento à saúde da população, de todo o mundo e que, como a urna eletrônica, é bastante seguro contra fraudes.
O que ficou evidente é a grande desinformação sobre o SUS e a já tradicional distorção sobre toda e qualquer supremacia brasileira, principalmente, em casos em que está colocada a competência brasileira na ciência.
Outra barbaridade que sugere ser o Brasil um País do tradicional jeitinho é que pelo seu status e poder financeiro, o apresentador teria comprado um coração e também pulado a fila dos transplantes, que não é fila, é lista.
De cara, devo dizer que o apresentador Fausto Silva nunca gozou da minha preferência e que sempre achei o programa dele um lixo.
Porém, desejar que ele não conseguisse um órgão para ser transplantado é algo que nunca passou por minhas intenções; primeiro por não ser cruel e segundo por não me deixar contaminar pela histeria coletiva geral.
Já foi dito e repetido mas nunca é demais alertar o quanto o uso em baixo nível de argumentação sobre o caso, acaba encobrindo o que muita gente esperta e cheia de interesses andou jogando nesse time, de forma marota e criminosa.
Não é pequena a fatia dessa gente que está sempre a posto para jogar suspeitas e ataques a um dos maiores patrimônios que o Brasil tem e que chama a atenção do mundo inteiro; o Sistema Único de Saúde.
Acreditar e dizer que a fila de espera foi furada para atender um paciente que tem um patrimônio de mais de R$ 1 bilhão é coisa de quem sofre do complexo de vira lata, ou tem interesses comerciais.
As pessoas de bem deste País têm por obrigação de saber que o SUS tem critérios rigorosos para as questões de transplantes de órgãos e, não só do coração, e atende pacientes obedecendo rigidamente a esses critérios, independente de quem seja e de onde venha, desde que aqui resida.
Ultimamente o País vem sofrendo ataques de que nega a ciência e acredita que a terra é plana, que não suportam a volta do Brasil ao mundo da civilidade e usam de qualquer momento de exposição de mídia para apostarem no retorno da nação ao patamar de simples colônia.
Essa gente não brinca em serviço e para tanto se aproveita de qualquer chance, mínima que seja, para desviar o foco e jogar a autoestima da galera para baixo.
O momento é bem propício: a inflação em queda; o nível de emprego com carteira assinada crescendo; o crescimento do PIB batendo recorde jogando as previsões do todo poderoso Deus Mercado para debaixo do tapete; o anuncio do grande aumento real do novo salário mínimo e o grande pulo na faixa de isenção do imposto de renda de pessoa física, que vão impactar para melhor um universo de cerca de 48 milhões de pessoas a partir de 1º de janeiro de 2024, além do anúncio de que lula vai ser anunciado como o futuro presidente do G-20, incomoda demais essa gente.
Porém, o que trouxe para as rodas de discussões diárias dos que gostam e se alimentam de futilidades, sempre recheadas de indignações, foram as velhas formas de encobrir o que é real.
E o real está dizendo que muita gente está acordando como mostram as mais recentes pesquisas Datafolha como as que indicam subida na aprovação de Lula e descida na de Bolsonaro, e a preferência pelo PT alcançando 32% e o antipetismo caindo para 15%.
Na capital São Paulo o quadro também é significativo; 68% dizem que não votariam, de forma alguma, para prefeito em 2024 em um candidato apoiado por Bolsonaro e 13% que votariam com certeza e 16% talvez.
Da mesma forma, 23% dizem que votariam com certeza em um candidato apoiado por Lula e 31% responderam talvez e 37% não votariam de jeito nenhum.
Entretanto, se o candidato indicado por Lula for Guilherme Boulos, 36% votariam, 48% e 13 % rejeitaram a ideia de imediato, o que reflete mudanças significativas em andamento.

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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