* Rômulo Rodrigues
Vou continuar batendo na mesma tecla ao repetir quantas vezes for necessário que o império formado pelos partidos midiático, financeiro e militar fez, faz e se não forem contidos, farão mal ao Brasil.
Perdoem-me os fascinados pelos brilhos globais, pelos contos de fardas e sonhos de um dia estourarem a bolsa e nadarem em dinheiro.
Com a mais absoluta certeza, virão os reparos e condenações com toques depreciativos normais que identificarão ranço crônico; paciência!
As vozes já manjadas são sempre na perspectiva de agradar ou ser notado pelo poder econômico que queria mais 4 anos de fome, miséria, desemprego e subordinação total ao fictício e malévolo deus mercado; tem delas que até se baseiam em O Antagonista.
No momento os abnegados defensores do partido midiático não fazem, como fizeram para derrubar a presidenta Dilma, a devida cobertura dos atos atentatórios à democracia que estão sendo feitos pelas hordas de descerebrados Brasil afora.
Na verdade quem está patrocinando a bandalheira são os partidos, midiático, militar e a vertente do agronegócio. O midiático, por causa dos seus verdadeiros donos; os financistas controladores da economia.
O partido militar por sua demonstrada incapacidade de cumprir suas missões constitucionais – um exemplo marcante é o caso atual do navio que boiou ao léu e bateu na Ponte Rio Niterói – botou na cabeça de que só ele pode fiscalizar urnas eletrônicas aplaudidas no mundo todo.
O agronegócio com sua vocação de desmatar, envenenar e contaminar vive matando rios e florestas com grande certeza da impunidade patrocinada por seus parceiros de desmandos, tudo em busca do lucro exorbitante.
Há de se estudar, porém, que a construção dessa dominação vem de longe e é construída cotidianamente e a história, com seu caráter assertivo, está sempre alerta.
O movimento de junho de 2013, que não teve nada de aleatório, quando surgiu foi logo captado pelo partido midiático e transformado em atração domingueira para a classe média se exibir, vestida de verde e amarelo.
Como todo movimento dessa natureza precisa de ser rotulado com palavras substanciais, surgiu a jornalista do império Eliane Cantanhede e logo rotulou de massa cheirosa, em contraposição aos fedorentos trabalhadores que se manifestavam por seus direitos durante os dias úteis.
O ódio ao PT vem desde quando a classe trabalhadora desafiou a elite e construiu o seu partido político. Desde então eles foram fabricando suas drogas para contaminarem as cabeças do povo com coisas leves como, por exemplo, a figura da namoradinha do Brasil, Regina Duarte, o protótipo da mulher ideal, a Amélia real, para simbolizar a mulher doce e do lar.
Da construção do ódio para a ressurreição do fascismo, foi só uma questão de tempo, numa trajetória que não admite, por hipótese alguma, o protagonismo da mulher.
E é seguindo esse roteiro que há 20 anos, quando Lula se preparava para assumir o primeiro mandato, as meninas da Globonews tiravam suas ondas dizendo que no Palácio do Planalto tinha muita vidraça para a futura primeira dama limpar.
Hoje, a mesma figura, jornalista global Eliane Cantanhede, se arvora de palmatória da moral política burguesa e diz que a, agora, futura primeira dama, está se metendo demais em assuntos fora das linhas do quarto nupcial e faz comparação com outra primeira dama que tinha protagonismo, mas, era discreta ao ponto de aceitar que o então presidente da República tivesse uma amante, jornalista da Globo, com filho, custeada por terceiro, e aceitasse em silêncio como convinha nos manuais do pensamento burguês.
Tudo isso porque Janja disse que pretende ressignificar o papel da primeira dama e vai mobilizar a sociedade para combater a violência contra a mulher, o racismo e desenvolver políticas de alimentação para livrar milhões de brasileiros e brasileiras, da fome, pauta discutida na COP 27; uma praga que tinha sido extinta e que voltou exatamente pelas ações da senhora jornalistas e outras e outros que servem aos barões da mídia com exagerada devoção e tiveram como prêmios jornalísticos eleger um governo que rebaixou o País perante o mundo.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


