O mal no mundo

Cleiber Vieira

Escrevo este artigo com o sagrado direito por conta das dores por uma possível Guerra Nuclear, que pode facilmente acabar com a humanidade. Minha alma sangra desde a visão de fevereiro de 2019, que traduzi no poema “A guerra do fim do mundo”. Oro pela paz! Na esperança de que o anjo da paz traga, devolva a razão e a lucidez ao presidente russo. Só haverá paz profunda e duradoura no mundo se repousarmos na sabedoria de Deus.
Numa rápida retrospectiva histórica, descortinamos que, desde o século XVIII, a Rússia vive certo despotismo. Já naquela época, independentemente de quem a governava, pensava-se em anexar a Polônia e a Crimeia, atestando um imperialismo desenfreado.
Para conquistar o poder e governar com sabedoria, é necessário que o homem aplique a ética. O poder não é para qualquer um, porque sem ética o risco de abraçar a violência e a tirania como razão de viver é forte. Não se lembra o homem de que aquele que tudo pode está também sujeito a perder tudo. Daí o seu fracasso! É o que assistimos agora na guerra da Ucrânia, em que Putin vive um momento de desorganização mental, de falta de confiança em si mesmo, de desprezo social por parte significativa do povo russo que continua debaixo de uma ditadura secular: muda o chefe da nação, mas não muda o regime. O povo continua submisso.
A falta de juízo do líder russo o tem levado a ações diabólicas. Agora, para satisfazer o próprio ego e mostrar-se aparentemente forte diante do mundo, está matando indiscriminadamente os ucranianos, eliminando milhares de vidas inocentes. E mais: ameaça o mundo como quem acredita na duração do tempo presente. Engana-se! Seu egoísmo vai abrir a própria sepultura. O egoísta é capaz de atear fogo à casa do vizinho para frigir um ovo. No “azeite” que joga sobre o povo ucraniano, pode ele mesmo ser fritado. Não sabe que onde o amor impera não há triunfo do poder doentio. Onde o poder doentio predomina a sombra do mal se instala. Putin não ama seu povo. Ele, com seu egocentrismo, leva um grande número de russos à desesperança. No momento, para firmar-se no cargo, Putin, na busca de mais poder, faz qualquer coisa, inventa qualquer mentira. E sua frieza não deixa transparecer o nervosismo: responde a tudo com aparente naturalidade. Agressivo, muda de “caminho” e de opinião, a cada três ou quatro dias, esboçando, quase sempre, um sorriso de Mona Lisa del Gioconda, sem cerimônia, “pronto” para o que der e vier, mentindo com extrema facilidade, tornando-se um infame. Infame está sendo o seu poder. Nesse momento, ele aniquila uma geração inteira do seu próprio povo ora residente na Ucrânia.
Putin deve urgentemente aplacar os conflitos da alma. O mundo está, infelizmente, nas mãos de imbecis.
Sêneca dizia que “não há quem, exercendo o poder com violência, o conserve por muito tempo.” A história nos mostra isso. Vladimir Putin é a prova momentânea disso. Estará ele envolto numa espécie de loucura? Se estiver, tem cura. Mas, para os imbecis, não há remédio.
Em favor da humanidade e da própria Terra, conclamo os leitores deste artigo a orarmos os Salmos 70, 88 e 94 para salvarmos o mundo de uma guerra total e livrarmos a Ucrânia desse opressor.

Cleiber Vieira, presidente da Associação Sergipana de Imprensa.

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