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O PAÍS MAIS FELIZ DO MUNDO


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Publicado em 29 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Manoel Moacir Costa Macêdo

Pelo sétimo ano seguido, a Finlândia foi considerada o país mais feliz do mundo, seguida pela Dinamarca e Islândia. Países nórdicos, velhos e frios. O Brasil aparece em 44º lugar. Na América do Sul, o Uruguai e o Chile, ocupam o 26º e 38º lugares respectivamente. Levantamento efetuado em 143 países, numa parceria entre a ONU- Organização das Nações Unidas, o Instituto Americano Gallup e a Universidade de Oxford da Inglaterra. Renda per capita e sua distribuição, expectativa de vida, liberdade, generosidade, confiança nas instituições e na sociedade -, as variáveis da pesquisa.
A Finlândia abriga uma população 5,5 milhões habitantes, distribuída em 14.8% de jovens, 61,5% em idade de trabalhar e 23,8% de idosos. IDH alto de 0,938, economia industrializada, Produto Interno Bruto – PIB de US$ 300 bilhões e Índice de Gini 0,273.O Brasil, cantado e louvado como “país tropical, abençoado por Deus, bonito por natureza,pátria do evangelho e coração do mundo”, apresenta índices de desenvolvimento abaixo dos países ditos felizes.
No caso brasileiro, o IDH é médio de 0,760, economia primária lastreada em commodities agrícolas, PIB alto de US$ 2 trilhões, a nona economia do planeta, concentrada em poucas mãos. População de 211 milhões de habitantes, 40,2% de jovens, 50,5% de adultos e 9,3% de idosos. Índice de Gini alto de 0,591, indicador de distribuição de renda -, quanto maior, pior. Apenas sete nações apresentam maior concentração de renda que o Brasil.
Finlândia e Brasil. De um lado, um país feliz, desenvolvido e longínquo, morada mítica de Papai Noel. Do outro, um território desigual, subdesenvolvido e abaixo da linha do Equador. Lá 67,8% são cristãos na vertente protestante luterana e 29,4% sem especificações de crença. Aqui,somos majoritariamente cristãos. 65% católicos, 22% evangélicos, 2% espíritas e 11% sem religiões.
As diferenças mostram o sentido de ser feliz. Não é o Carnaval, o samba, e nem o futebol. Também não são a beleza das praias, o sol ardente, a miscigenação da gente, e nem a criatividade para sobreviver. Indicadores subjetivos de difícil generalização. Na objetividade dos números, as diferenças são evidentes. A Finlândia é um país antigo com história milenar no Velho Mundo, donde difundiu os valores da civilização. O Brasil, país jovem do Novo Mundo, colonizado na lógica da escravidão negra africana.
Brasil e Finlândia. Aqui, a desigualdade entre os cima e os de baixo é abismal. Não parece que somos humanos da pátria e filhos na cristandade de mesmos pais. O Índice de Gini brasileiro de 0,591, expressa a concentração da riqueza na direção de poucas mãos. O Índice de Gini da Finlândia de 0,273 na direção utópica da distribuição igualitária da riqueza.
No Brasil, uma história marcada pelo sinal da santa cruz, e missões católicas da colonização à atualidade. Na Finlândia, predomina o protestantismo, revelação teórica, do espírito do capitalismo. Um terço dos finlandeses são identificados como “sem religião”. A América preta, católica e desigual, desde a origem, foi apartada da felicidade, quando comparada coma antiga, fria, alva e igualitária Finlândia.
Ao final, não existe felicidade, onde campeia a fome e a desigualdade, marcadas a ferro e fogo por uma colonização escravocrata e exploratória. “A vida se fez para se viver. Ninguém se encontra na Terra exclusivamente para sofrer, mas para criar as condições da saúde real e da alegria plena”.

* Manoel Moacir Costa Macêdo é engenheiro agrônomo e advogado.

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