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Operação Carro-Pipa abastece mais de dez localidades em Sergipe


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Publicado em 22 de novembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


TÉCNICOS DA DEFESA CIVIL OBSERVAM O ABASTECIMENTO DE RESERVATÓRIO POR CAMINHÃO-PIPA EM POVOADO(Divulgação/Defesa Civil)

A proximidade do verão traz consigo a seca e a estiagem, sobretudo nos municípios do alto sertão e do agreste sergipano. Para assegurar o abastecimento hídrico nas regiões mais vulneráveis, o Governo do Estado articula a Operação Carro-Pipa, que leva água a povoados e comunidades de Sergipe. A iniciativa é conduzida pela Superintendência Estadual de Proteção e Defesa Civil (Supdec), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi).
Para que o município receba os carros-pipa, é necessário cumprir as designações da Portaria 260/2022, do Governo Federal. Os critérios estão relacionados a danos humanos e ambientais, exaurimento hídrico, prejuízos econômicos público e privado. Comprovado o enquadramento nesses itens, o Governo do Estado homologa a decretação de situação de emergência e o município é reconhecido pelo Governo Federal para receber a ajuda humanitária.
“Um dos relatórios necessários para decretar a situação de emergência é o dos índices pluviométricos regionais. Para isso, temos parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac). A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) também é parceira, informando os prejuízos econômicos da agricultura e da pecuária”, afirma o superintendente da Supdec, tenente-coronel Luciano Queiroz.
A determinação da quantidade de carros-pipa que cada local deve receber considera o quantitativo de pessoas na comunidade e a distância do manancial onde a água será coletada. Todos os anos o Governo Federal investe R$ 1 bilhão em todo o país com esse propósito. O repasse é feito, em sua maioria, ao Exército. A Defesa Civil também recebe parte do recurso, de forma a atender, por solicitação dos municípios, às regiões não alcançadas pelo Exército, como forma de complementação.
Hoje, dois municípios (Nossa Senhora da Glória e Poço Verde) são atendidos pela Defesa Civil. Em Glória, sete povoados estão sendo abastecidos com carros-pipa via Defesa Civil. São 111 famílias beneficiadas, nas localidades rurais de Caimbra III, São José, Retiro II, Macacas, Lagoa do Boi e Fortuna.
Em Poço Verde, são seis povoados. Somente no povoado Lagoa do Junco, onde foram iniciadas as atividades, mais de cem famílias foram contempladas. Nos dois municípios, são 1,5 mil pessoas atendidas. Para beneficiar a essas localidades, foram aportados R$ 400 mil. O crescimento da demanda tem causado um aumento substancial na necessidade do abastecimento de água, de modo que a Defesa Civil vem buscando ampliar o atendimento em outros municípios. Para dar conta desses locais, a Defesa Civil irá solicitar ao Governo Federal a quantia de R$ 1 milhão.
Cada município tem seu próprio cartão, por meio do qual os recursos advindos do Governo Federal são destinados. Para que a Operação Carro-Pipa seja colocada em prática, uma equipe da Defesa Civil é responsável pelo planejamento e fiscalização do abastecimento. O grupo de atuação também envolve pipeiros, coordenadores municipais de Defesa Civil e as gestões municipais.
A previsão da Defesa Civil é de que o número de municípios em situação de emergência aumente nos próximos meses. O município de Pinhão, por exemplo, que não vinha solicitando a ajuda humanitária nos últimos anos, entrou na lista das cidades em situação emergencial e aguarda o reconhecimento do Governo Federal. “Nos últimos quatro anos, a média foi de 12 municípios atendidos. Neste ano, pode ser que cheguemos a mais. Mas o estado já chegou a registrar 39 municípios em emergência”, resume Luciano Queiroz.
O período de seca e estiagem em Sergipe se estende de seis a oito meses, entre setembro e abril, com pico em dezembro e janeiro. “Toda vez que o município quer decretar emergência, remete a documentação à Defesa Civil por meio do Sistema Integrado de Informações Sobre Desastres. A gente avalia se todos os critérios da Portaria 260 estão sendo atendidos. Se não estiverem, a gente aponta as correções e faz assessoria para o município de forma que a documentação chegue a Brasília mais assertiva possível”, explica o superintendente.

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