Denominada ‘Operação Anti-desmanche’, agentes da Polícia Civil cumpriram no início da manhã de ontem mandados de busca e apreensão contra nove investigados ligados à Prefeitura Municipal de Cristinápolis. Coordenada pelo Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública da Polícia Civil (Deotap), a ação teve como principal objetivo apurar possíveis crimes relacionados a fraudes em licitação, associação criminosa e peculato. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), o setor de Inteligência da Polícia Civil recebeu denúncias de que servidores da administração pública teriam subtraído peças de veículos. Os estudos identificaram que nos últimos anos houve uma intensa deterioração da frota de Cristinápolis, com muitos carros sem motor, caixa de marcha e pneus.
“Há suspeita de que a Prefeitura tenha superfaturado valores de contratos de locação de veículos, com os mesmos modelos sendo contratados em cidades próximas por R$ 9 mil e na cidade de Cristinápolis no valor de R$ 25 mil, a exemplo de um caminhão-pipa. O levantamento bancário dos investigados mostra uma grande movimentação financeira de valores. Ao menos, foram feitas 285 movimentações financeiras suspeitas entre os investigados. O Deotap contou com o levantamento feito pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil de Sergipe para rastrear as informações e o relatório de análise bancária e fiscal está em processamento para subsidiar os investigadores”, informou a SSP por intermédio de comunicado oficial.
Ainda conforme destacado pela pasta administrativa estadual, a linha de análises periciais tenta desvendar o porquê de, durante a última transição de mandato na prefeitura de Cristinápolis, dados indicam que os carros estavam em plenas condições de funcionamento, porém o cenário encontrado neste segundo semestre de 2023 seja oposto. A Polícia Civil revelou também que, em posse das denúncias, decidiu solicitar – por três vezes -, o relatório de transição do Governo; após longo período, a administração enfim enviou documentação composta por informações tidas como: ‘precárias e parciais’. O trabalho de análise segue por tempo indeterminado. O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe autorizou que fosse instaurado um inquérito policial contra o prefeito da cidade, Sandro de Jesus Santos.
Operação investiga servidores de Cristinápolis


