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Operação policial prende 17 acusados em Lagarto


Publicado em 08 de agosto de 2012
Por Jornal Do Dia


Presos foram levados para delegacia

A operação foi desencadeada na madrugada e surpreendeu a população.

A OPERAÇÃO COMEÇOU NA MADRUGADA DE ONTEM, PRENDEU UM IRMÃO DO PREFEITO E APREENDEU METRALHADORA E MUITA MUNIÇÃO

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Uma operação das polícias Civil e Militar mobilizou na manhã de ontem cerca de 100 policiais em Lagarto (Centro-Sul), onde foram cumpridos 18 mandados de prisão e outros 22 de busca e apreensão expedidos pela Justiça.  Ao todo, 17 pessoas foram presas, acusadas de integrar uma grande quadrilha de tráfico e distribuição de drogas com atuação em Lagarto e outras cidades da região. Entre os detidos, está José Monteiro dos Reis, irmão do prefeito da cidade, Valmir Monteiro (PSC). O último suspeito, Diego Cruz Matos, 28 anos, o "Dentinho", apontado como um dos líderes do grupo, morreu ao trocar tiros com policiais que tentaram detê-lo em sua casa, no Conjunto Laudelino Freire, periferia do município.

A chamada "Operação Carcharodon", começou às 4h de ontem e se estendeu até a tarde. Além de Lagarto, outros mandados judiciais foram cumpridos em Cristinápolis (Sul) e Aracaju, onde José Elionai de Menezes Carvalho, o "Nainho", apontado como financiador e articulador da quadrilha, foi baleado em outro tiroteio e preso. Cerca de 20 locais foram visitados em vários bairros de Lagarto e neles, a polícia apreendeu 11 motocicletas e 12 automóveis pertencentes aos acusados, sendo alguns blindados e de alto padrão. Também foram encontrados dois revólveres, uma pistola, uma metralhadora, munições de vários calibres e quantias não apuradas de crack, maconha e cocaína, além de cápsulas usadas na venda da droga.

Segundo informações preliminares, a quadrilha era a principal fornecedora de drogas da região Centro-Sul e movimentava grandes quantidades mensais de cocaína, crack e maconha. Elas apontam ainda que os bens apreendidos somam mais de R$ 500 mil e podem ter sido adquiridos com o dinheiro obtido no tráfico, além de terem sido distribuídos como recompensa entre os membros da quadrilha. A suspeita é de que a droga comercializada vinha de São Paulo e seria fornecida por traficantes ligados a uma facção criminosa formada em presídios do estado.

O grupo já vinha sendo investigado há algum tempo pelo Setor de Entorpecentes da Delegacia Regional de Lagarto, cujos policiais afirmam ter reunido provas contundentes contra os acusados. Entre as provas, estão filmagens, fotos e gravações que mostram ações e conversas dos acusados entre si e com clientes. Algumas destas provas mostram José Monteiro, um dos presos, conversando com os acusados envolvidos no esquema e outras revelam que ele fazia a venda de cocaína na rua, oferecendo a droga em seu carro. No veículo, os policiais encontraram cinco cápsulas da droga.

A jornalistas, o delegado Fábio Pimentel, um dos responsáveis pelo caso, confirmou as informações e revelou que o prefeito Valmir Monteiro não se conformava com o envolvimento do irmão no crime, chegando a tentar mandá-lo para outro estado, sem sucesso. À tarde, Valmir lamentou a prisão do irmão, à qual considerou "um fato lamentável e extremamente chato", e admitiu que sentiu vergonha de sair às ruas, com medo da má repercussão do episódio. "Entreguei tudo pro meu advogado, mas se ele for culpado que pague pelo que fez. Não vou dar cobertura a qualquer ato errado que ele tenha cometido", disse o prefeito.

Outros 10 presos tiveram seus nomes divulgados: Jedecleilson Oliveira Bezerra, Milton José de Oliveira, Graziela Cruz Matos Santiago, José Elionias Pereira, Rosana de Oliveira Fontes, Alessandro Miguel dos Santos (o "Mazinho"), Jackson de Oliveira Fontes, Joaquim Nogueira e João Carlos Cruz Carvalho. Alguns deles são parentes próximos de "Dentinho", morto na operação. O grupo ficou detido na Delegacia Regional de Lagarto e será apresentado às 8h de hoje, na sede da Academia de Polícia Civil (Acadepol), no Capucho (zona oeste de Aracaju).

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