Uma operação realizada ao longo da semana passada pela Polícia Civil, com apoio dos Destacamentos da Polícia Militar nas cidades de Japoatã e de São Francisco, prendeu quatro integrantes de quadrilha acusada de praticar roubos e desmanches de motocicletas, tráfico de drogas e homicídio no Baixo São Francisco. Os acusados, identificados como Bruno Newton Marinho, 22 anos, o ‘Bruno Cross’, João Flávio de Oliveira Ramos, o ‘Sapão’, Luana Cristina Santos, 18, e Alexandre Barros Santana, 31, o ‘Capitão’, foram apresentados ontem de manhã pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
De acordo com o delegado Antônio Wellington, a operação recebeu o nome de "Operação Desmanche", em alusão ao grande números de motocicletas roubadas e depois desmanchadas para vender as peças. "Iniciamos as investigações para apurar o grande número de roubos de motocicletas na região, por isso pedimos vários mandados de busca e apreensão que deferidos e cumpridos entre a terça-feira, dia 25, e esta segunda-feira, 29", explicou. Com a quadrilha, foram apreendidos cinco revólveres, 22 munições, maconha, cocaína e peças de motocicletas.
Além de roubos de motos, a polícia também abriu um inquérito policial para apurar um homicídio que teve como vítima Wellington Francisco dos Santos, conhecido por ‘Nininho’, ocorrido no dia 7 de janeiro deste ano na cidade de São Francisco. "Descobrimos que a ordem para matar Nininho foi dada por Genilson Santos de Melo, conhecido por ‘Gordo, Johny ou Jonathan’, que estava detido no presídio à época do crime. A vítima era usuária de drogas e estava devendo dinheiro aos traficantes", destacou.
Também foi apurado que ‘Bruno Cross’ liderava as ações da quadrilha em Japoatã e executou a ordem para matar ‘Nininho’. "Ele recebeu a ordem e uniu o útil ao agradável, pois descobriu que sua namorada lhe traia com ‘Nininho’. Ele pediu a uma mulher [Luana] que atraísse a vítima para um local desabitado e o matou com vários tiros", relatou o delegado. ‘Sapão’, por sua vez, foi apontado como braço-direito de Bruno nas ações do grupo, contando ainda com a participação de Luana e ‘Capitão’. Tanto eles quanto o detento Genilson são acusados formalmente pelos crimes de homicídio, tráfico de drogas, roubo, receptação de motos e associação criminosa.
Ainda de acordo com a SSP, Bruno e Flávio têm passagens pela polícia pelo crime de receptação, enquanto Alexandre tem passagem por homicídio. Genilson, por sua vez continua preso em uma penitenciária do Estado e há suspeitas da polícia de que ele tenha ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), que controla o crime organizado a partir dos presídios de São Paulo.


