Os dias feito confetes

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

A culpa é toda de Saulo Sandes. Morto de saudade, inconformado com a lerdeza do calendário, o fanfarrão arrancou trezentas e tantas páginas da folhinha e jogou tudo pro alto, como se os dias fossem confetes. Esta semana tem Carnaval no Cultiva.
Quem entregou o trabalho foi Alexandre Gomes, parceiro de banda, guitarrista da Cabedal. "Saulo gosta demais de Carnaval. Todo ano ele viaja e volta cheio de história".

É por essa razão que os caras pretendem prestar uma verdadeira homenagem à folia, atacando com muita música baiana, do axé a Pepeu Gomes, entre composições próprias e hinos imortais, que animam os foliões nas ladeiras de Olinda e nas esquinas da malandragem carioca. Tudo embalado pela pegada Cabedal registrada no disco O Novo Pastiche, debut que nos apresentou uma banda com o diabo na munheca.
"Nossas versões serão mais voltadas pro Ijexá e pra Cumbia do que pro axé propriamente dito, ou pro samba enredo".

Segundo Alexandre, a Cabedal voltou de vez. A apresentação não apenas dá fim a um longo hiato longe dos palcos como também precede a gravação de um EP com quatro canções inéditas, com direito a uma composição do celebrado Rômulo Fróes. As novidades, contudo, não param por aí. "O nosso novo baixista é um ídolo sergipano. Já pensou em Fabinho Snoozer mandando ver na Cumbia?".
A interrogação fala por si. Carnaval não é todo dia. Mesmo.

Cabedal apresenta Boresta Baile Show 2
06 de abril, 22h, no Cultiva.

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