* Rômulo Rodrigues
Duas semanas após o Brasil dar o exemplo de como encurralar e derrotar a extrema direita no voto, o mundo faz o “L” e espera que os povos de Israel e dos EUA digam a dois tiranos genocidas que eles. Ou batem em retiradas ou; a Bastilha é logo ali.
A situação da economia onde se dizem ser a maior do mundo mostra algo muito assustador; com 60% da população vivendo de salários em momentos de perdas aceleradas do poder de compras; 54 milhões de pessoas no mapa da fome, a maior taxa de pobreza entre os grandes países, 20% das famílias tentando sobreviver com 15 mil dólares por ano, onde 1% dos mais ricos tem mais que 93% dos mais pobres, 1 milhão de pessoas que trabalham regularmente em empregos formais moram em Furgões, Kombis e outros veículos utilitários por não terem dinheiro para pagarem um seguro para alugarem um imóvel, onde a Luziânia, terá de gente negra onde existia a melhor música dos EUA, nunca foi reconstruída após ser devassada por um furacão, há décadas e Elon Musk tem mais dinheiro que 53% da população numa nação cheia de corruptos onde um milionário pode comprar uma eleição e querendo ser o exemplo de democracia absoluta.
No momento devemos comemorar o princípio do fim do fascismo, porém, com dois pés atrás, analisando a caminhada abissal de Flávio Bolsonaro quede tão ridícula beira o inacreditável e a incógnita será de como explicar às futuras gerações que um candidato a presidente da República obteve quase 60 milhões de votos de uma plebe ignara que passadas duas semanas do veredicto do pleito, não tem uma referência de líder e sim um descerebrado que em vez de um plano de governo, tinha um atrapalhado plano de fuga e mesmo assim, ainda se consola batendo continência para pneu e bebendo detergente.
O risco de ver todo um período de vivência sob a égide de uma Constituição Cidadã ameaçado por uma estratégia macabra elaborada por um gangster estadunidense chamado Esteves Bannon a partir de uma guerra ideológica fajuta começada no STF com a banda podre do futebol ganhadora do dinheiro da massa trabalhadora pelo vício em apostas nas Bets e coroada com um Maracatu mal ensaiado de suspensão de um falso debate político de 1º turno, que teve sucesso ao afastar 8 milhões de nordestinos das cabines eleitorais em abstenções, influenciados pelas narrativas mentirosas e massificadas de envolvimento de Lula nos episódios, deixando claro que; se os bravos eleitores e eleitoras da região mais politizada do Brasil não tivessem se deixado contaminar pelo veneno distribuído pelo partido midiático e redes sociais com influenciadores pagos em dólares, o presidente Lula teria vencido o pleito em 1º turno por diferença pequena e válida de 800 votos.
A grande vitória com caráter de universalidade foi a adoção de jovens e trabalhadores do mundo inteiro resgatando uma nova revolução tendo como símbolo das lutas antifascistas, fazer o “L” do líder de todos os brasileiros e brasileiras; que no 2º turno encheu o copo e passou a régua numa lapada de 6,6 milhões de votos que, vale explicar para o gado; cobriu 2,2 milhões do 1º turno e sapecou 4,4 milhões a mais no 2º turno, em lapada nunca antes vista neste país.
Mas, o melhor estava guardado para a quarta feira, também chamada ontem, 4 de novembro de 2026 com as notícias do final das rápidas apurações de votos no sistema insuspeito que no Brasil foi derrotado pela chamada revolução de 1930, mas é aprovado pelos vendilhões de nossa pátria que estão em transe porque o presidente de fantasia que tinham como tábua de salvação tomou uma lapada sem precedentes na história daquele país, nas eleições de meio mandato.
E agora; provavelmente, em breve estarão no mato sem cachorro, com passaportes confiscados, prisões preventivas decretadas e pares de algemas os esperando nos desembarques após as extradições, estarrecidos ao constatarem que até Talarico participou da surra dada no diabo loiro e verem confirmadas as suspeita de que Michelle Bolsonaro votou 13 no 2º turno.
Para que a maior varredura continental na extrema direita iniciada no Brasil, continuada nos EUA, está faltando se em Israel se dará o quase milagre de a ala sionista de oposição interna ao genocida, também sionista, Benjamin Netanyahu vai encontrar um interlocutor capaz de convencer os árabes eleitos para o parlamento que é imprescindível varrer um criminoso de guerra do poder, entregando-o para julgamento em tribunal internacional e construir em definitivo a paz na Palestina, tornando-a livre.
Ontem, quarta-feira, 3 de novembro, foi noticiado que nos EUA, estão sendo espalhados em locais de grandes visibilidades cartazes com fotos de Flávio Bolsonaro com legendas de procurado. Enquanto por aqui, a PEC da segurança pública foi aprovada por unanimidade nas duas votações do senado e vai para sanção do presidente Lula e, para completar, na volta do foragido ele vai receber de boas-vindas a notícia da devolução da ilha roubada por ele, para o verdadeiro dono; o jogador de futebol Richarlyson, provando que a capivara dele é grande.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

