Milton Alves Júnior
Mais de 450 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que recebem sessões de radioterapia na Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia seguem com o respectivo tratamento suspenso há mais de dez dias em virtude da pane operacional registrada no acelerador linear. De acordo com a direção da unidade hospitalar, um atraso na chegada dos técnicos habilitados na manutenção do equipamento contribuiu diretamente para que o serviço ainda não fosse reestabelecido. Esta é a terceira vez em menos de quatro meses que o equipamento apresenta o mesmo problema; em virtude deste problema, 41 pacientes deixam de ser atendidos todos os dias.
Para agravar ainda mais a situação dos usuários, apenas o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), possui equipamentos em funcionamento na rede pública; por lá a fila de espera por sessões segue grande e incapaz de acolher os pacientes do HC. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, atualmente Sergipe possui apenas duas máquinas de radioterapia sendo oferecidas aos pacientes do SUS. Segundo denúncias apresentadas por integrantes do Grupo Mulheres de Peito ao Jornal do Dia, a falta de investimento em manutenção rotineira e aquisição de novas máquinas têm contribuído para que quadros clínicos apresentem retrocessos cada vez mais prejudiciais à saúde dos pacientes.
A direção do Hospital de Cirurgia informou apenas que o equipamento de radioterapia segue em conserto coordenado por técnicos oriundos da região sudeste. O procedimento iniciou na última quarta-feira, 02, e não tem previsão de término. Após o fim dos reparos, será iniciada a fase de testes. Ainda de acordo com o HC, apenas após a conclusão destes testes será possível entrar em contato com os pacientes com o serviço prejudicado, com o objetivo de remarcar as sessões suspensas. Sheyla Galba, representante do grupo, pede maior agilidade no conserto do equipamento.
"Além disso queremos que esse problema seja solucionado em definitivo porque não suportamos mais essa situação. Essas máquinas estão sobrecarregadas e não conseguem mais continuar funcionando sem manutenção constante, e, paralelamente, sem o apoio de outros equipamentos. Sem novas máquinas e sem a manutenção constante os sergipanos continuarão sofrendo", lamentou. A SES informou que, paralelo às duas máquinas do SUS, o serviço também é ofertado através de um convênio do Estado com uma unidade da rede particular.


