Dados levantados junto aos consumidores dos quatro cantos do País asseguram: Este ano, o Papai Noel está mais magrinho. Não sucumbiu a nenhuma espécie de dieta, em função das praias e do calor da estação. O regime é a crise.
Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra que 53,4% da população pagaram menos por presentes, contra 30,2% em 2014. O número de presentes, por sua vez, permaneceu igual ao do ano passado, com 51,5% das pessoas comprando até três presentes e 27,2%, de quatro a cinco. Com a crise econômica, a previsão é de queda de 1% nas vendas do comércio varejista, em relação ao Natal do ano passado, segundo a FecomercioSP.
Em Sergipe não é diferente. Com um agravante: o Parcelamento do 13º salário do servidores estaduais queimou a última gordura de esperança alimentada pelo comércio local. Segundo a Associação Comercial de Sergipe (Acese), a previsão é de retração na contratação temporária e queda acentuada nas vendas. A estimativa é de que pelo menos R$ 100 milhões deixem de circular no comércio sergipano durante os festejos natalinos.
Saúde e paz, votos de felicidade. Não é pouco. E, certamente, esteve entre os principais artigos no saco vazio do bom velhinho. Presente que é bom, ninguém sabe quando. E a perspectiva é que o vendaval não passe tão cedo. As projeções econômicas mais otimistas apontam um 2016 puxado. Natal de mesa farta e consumo desenfreado, como a data sugere, só depois da crise.


