O ex-deputado federal Pedrinho Valadares (PV), sergipano de Simão Dias, é um dos braços fortes do presidenciável Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco. Para a eleição deste ano, Pedrinho foi convidado por Campos para ser o coordenador nacional de mobilização, articulação social, parlamentar e articulação de política regional. "Função que aceitei por acreditar que dá pra fazer muito mais pelo Brasil. Eu acredito em Eduardo Campos. Ele está preparado para administrar este Pais", afirmou.
Sobre o imbróglio político que vive o PSB em Sergipe, justamente por conta da candidatura de Campos, que força o partido a se afastar do grupo que integrava há 20 anos, Pedrinho Valadares disse que a saída é simples. "A prioridade é o candidato a presidente. Mas o partido em Sergipe poderá lançar a candidatura do senador Valadares, claro! O importante neste momento é que tenhamos em Sergipe um palanque forte para a candidatura de Eduardo e Marina".
Em relação a um entendimento entre os Valadares e o candidato do PMDB, Jackson Barreto, o assessor de Eduardo Campos ironiza. "É só o candidato Jackson apoiar a candidatura de Eduardo Campos. O que não está correto é o partido de Eduardo em Sergipe apoiar um candidato que fortaleça a candidatura a presidente do PT. Ai, não dá!", assegura Pedrinho.
Leia a seguir a íntegra da entrevista:
Jornal do Dia – Há dois anos o senhor vinha ocupando um cargo executivo no governo de Pernambuco. Como o senhor chegou a essa função, já que sempre teve base política em Sergipe?
Pedrinho Valadares – Acredito que pela visão de Eduardo em reconhecer a minha capacidade de contribuir com a sua administração. Fui convidado pelo então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para exercer a função de diretor de Assuntos Institucionais no Complexo do Porto de Suape,- cargo que exerci até o dia 1 de abril. Conheci Eduardo Campos em 1992. Fui apresentado a ele por Renildo Calheiros, que era meu colega na Câmara dos Deputados e hoje é prefeito de Olinda (PE). Em seguida me filiei ao PSB, onde construímos uma amizade sólida. Minha base é Sergipe. Mas, o meu universo de amizades que construí foi o Brasil.
JD – Com a candidatura de Eduardo Campos a presidente da República qual será o seu papel durante a campanha eleitoral?
PV – Fui convidado para ser o coordenador nacional de mobilização, articulação social, parlamentar e articulação de política regional. Função que aceitei por acreditar que dá pra fazer muito mais pelo Brasil. Eu acredito em Eduardo Campos. Ele está preparado para administrar este Pais.
JD – A direção nacional do PSB pode exigir que as seções estaduais do partido montem palanques próprios em torno da candidatura presidencial? Como ficará o partido em Sergipe?
PV – Eu não respondo pelo PSB, até por ser hoje filiado ao PV. Respondo pela coordenação de articulação nacional. O partido que Eduardo Campos é filiado é o PSB. Temos uma candidatura a presidente, com isso não faz sentido o partido que tem este candidato, apoie candidato a governador de outro partido que no momento está fortalecendo a candidatura da principal adversária. Se o candidato a governador apoiar a candidatura de Eduardo não terá problema algum. A prioridade é o candidato a presidente. Mas o partido em Sergipe poderá lançar a candidatura do senador Valadares, claro! O importante neste momento é que tenhamos em Sergipe um palanque forte para a candidatura de Eduardo e Marina.
JD – Nos últimos anos, o senador Valadares sempre integrou o bloco governista em Sergipe que era liderado pelo PT e hoje pelo PMDB. Não haveria uma forma de conciliação?
PV – Você se refere ao candidato do PMDB, Jackson Barreto. Claro que há. É só o candidato Jackson apoiar a candidatura de Eduardo Campos. O que não está correto é o partido de Eduardo em Sergipe apoiar um candidato que fortaleça a candidatura a presidente do PT. Ai, não dá!
JD – O senhor acha que o desempenho da candidatura de Eduardo Campos até agora é satisfatório? Qual a razão de os institutos ainda promoveram levantamentos colocando Marina Silva como cabeça de chapa? Há possibilidade de inversão dos nomes?
PV – Nesta segunda-feira será apresentada para o partido a candidatura de Marina Silva a vice-presidente na Chapa de Eduardo Campos. Ai não haverá mais esta dúvida. Quanto às pesquisas, elas estão corretas. Ninguém vota no desconhecido. Apenas 30% dos brasileiros conhecem Eduardo Campos, enquanto Dilma é conhecida por 99%. O Brasil só conhecerá Eduardo e Aécio nos programas eleitorais. Hoje, o que existe é um monólogo, mas durante os debates a população saberá que este modelo adotado pelo PT se esgotou.
JD – Eduardo tem como superar Aécio Neves no decorrer da campanha?
PV – Espero que os institutos de pesquisas ao fazerem os questionamentos comecem a divulgar a chapa que o eleitor vai votar. Muita gente terá surpresa. Quando se coloca Eduardo Campos, presidente, e Marina, vice, o eleitor já responderá diferente.
JD – Qual a avaliação o senhor faz hoje do governo Dilma? O PSB aposta na CPI da Petrobras?
PV – Responderei com poucas palavras: O governo de Dilma não dá mais esperança.
Sim, Dilma era conhecida como gerentona. Ela presidia o conselho da Petrobras quando autorizou a compra da refinaria nos USA. O restante da história todos nós sabemos.
JD – O senhor ainda é eleitor em Sergipe? Quem serão os seus candidatos? O senhor pode vir a disputar a eleição?
PV – Claro que sou eleitor em Sergipe. Os meus candidatos serão aqueles que estiverem sintonizados com a candidatura de Eduardo presidente. Quanto a disputar mandato, só Deus poderá responder.


