Milton Alves Júnior
Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos no início da manhã de ontem por agentes da Polícia Federal, em Aracaju. Pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública foi revelado que a operação denominada: ‘Warren’, busca desarticular uma organização criminosa envolvida no desvio de recursos públicos federais destinados à reforma e ampliação de uma escola estadual em Sergipe. Conforme previsto no relatório de uma auditoria técnica produzida pela Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (CEHOP), o movimento pode ter aplicado um prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 1 milhão.
Consta nos autos do processo que o grupo fraudava medições e documentos para simular a execução de serviços que não ocorriam na prática. Com a liberação dos pagamentos indevidos, os recursos eram transferidos para pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema para ocultar a sua origem ilícita. “O esquema contava com a participação de empresários, um servidor público responsável pela fiscalização da obra e interpostos utilizados para a movimentação financeira. A ação, nomeada como Operação Warren, mobilizou 16 policiais federais para o cumprimento dos mandados em Aracaju”, informou a Superintendência Regional da Polícia Federal.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, desvio de recursos públicos, fraude na execução de contrato administrativo, corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A pena para o crime de organização criminosa (Lei 12.850/2013) é de 3 a 8 anos de reclusão, além de multa, para quem promove, constitui, financia ou integra o grupo. Líderes e casos com uso de armas têm penas aumentadas, podendo chegar a 20-40 anos para facções violentas (Lei 15.358/2026).
Em comunicado oficial a Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que a investigação é referente a uma obra de escola no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, iniciada e paralisada no ano de 2022. E que a investigação partiu de uma auditoria do Governo do Estado. Pela administração estadual foi dito ainda que em uma das visitas técnicas à época, a Cehop identificou divergências e, junto com a Seed, tomou providências que resultaram em sindicância e investigação. O fiscal da obra foi afastado e, a empresa, o contrato reincidido.
“As obras da unidade foram retomadas em novembro de 2023, sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Educação, com recursos do Tesouro Estadual, sendo inaugurada em dezembro de 2024”, informou.


