POLÍCIA FAZ APREENSÃO RECORDE

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A Polícia Civil sergipana quebrou mais um recorde de apreensão de drogas neste final de semana: de uma só vez, ela apreendeu 325 quilos de maconha e mais 12 quilos de cocaína pura, tipo "escama de peixe". Toda a droga estava escondida em cômodos de três casas diferentes localizadas nos bairros Eduardo Gomes e Rosa Maria, em São Cristóvão (Grande Aracaju), e foi encontrada na noite de sexta-feira por policiais do Departamento de Narcóticos (Denarc), da 6ª Delegacia Metropolitana (Eduardo Gomes) e da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol).

Ontem, em entrevista coletiva, os delegados responsáveis pelo caso confirmaram que toda a droga foi encomendada e negociada pelo presidiário Antônio Carlos da Silva, 29 anos, o ‘Zé Pequeno’, que está detido na Penitenciária Estadual de Areia Branca (Peab). Ele já responde a processo por outra grande apreensão de drogas feita pelo Denarc em 27 de agosto de 2010, quando 150 quilos de maconha foram achados na comunidade Anchietão, no Cj. Bugio (zona oeste de Aracaju). O delegado Marcelo Cardoso, diretor do Denarc, afirma que, mesmo preso, Antônio continuava atuando no tráfico de drogas em Aracaju e São Cristóvão, onde mantinha bases no Bugio, no Santa Maria e no Rosa Elze.

Segundo as investigações, ‘Zé Pequeno’ fazia a venda das drogas por meio de quatro pessoas presas na última sexta: Orlean Silva de Oliveira, 19 anos, o ‘Bola Sete’, Marília Gabriela da Silva Santos, 19, Catiana Costa Nascimento, 36, e Alan Ferreira Lima, 27. "Orlean é cunhado do Antônio Carlos, ele era a pessoa mais forte da organização. Ele que recebia a droga e distribuía nesses locais, juntamente com sua companheira Marília Gabriela. Já a Tatiana e seu companheiro Alan, também eram pessoas que ficavam com a missão de guardar droga", explicou Marcelo, pontuando que o detento tinha contatos com os envolvidos através de sua esposa, que está foragida e não teve seu nome revelado.

A polícia apurou também que ‘Zé Pequeno’ estava prestes a sair da prisão por benefício judicial e se preparava para comandar pessoalmente o esquema, o que fez a operação ser antecipada. "Ele iria ser liberado neste sábado, em função de ter sido contemplado com o benefício de trabalho externo. Como conseguimos identificar a sua participação nessa rede de tráfico, desarticular a quadrilha e apreender a droga, sua saída foi revogada", explicou. Com esta prisão, Antônio Carlos deve responder a outro processo por tráfico de drogas. O grupo foi investigado durante cerca de dois meses.

Além da droga, também foram apreendidas cápsulas para o armazenamento da cocaína, papelotes para embalar a maconha, comprimidos do estimulante sexual Pramil, uma balança de precisão e um VW Gol azul de placa HZT-7880/SE, que segundo a polícia era usado na distribuição da droga. Segundo o diretor do Denarc, as investigações continuam, pois resta descobrir a origem da droga e como ela foi trazida para Sergipe. A possibilidade de outras pessoas estarem envolvidas com a quadrilha não está descartada. Esta foi a maior apreensão de drogas da Polícia Civil desde sua criação.

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