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Polícia investiga assassinato de engenheiro


Publicado em 22 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A Polícia Civil já investiga o assalto que resultou no assassinato do engenheiro aposentado Júlio Augusto Maynard Garcez, 65 anos. Ele morreu no final da tarde de sexta-feira, no momento em que chegava à Fazenda Limeira, de sua propriedade, entre as cidades de Divina Pastora e Santa Rosa de Lima (Agreste). O caso foi acompanhado durante toda a noite pelo coordenador de Polícia do Interior, delegado Jonathas Evangelista, e pela Delegacia de Divina Pastora, onde o caso foi registrado. A polícia ainda não tem pistas dos autores do crime e deve iniciar os depoimentos de testemunhas nesta segunda-feira, quando será definida oficialmente a delegacia responsável pelas investigações do crime.

Entre as linhas de investigação trabalhadas pela polícia, a principal aponta para a existência de uma tentativa de latrocínio seguida de homicídio. Uma quantia em dinheiro, cujo valor não foi divulgado pela família, foi encontrada no carro do fazendeiro, um Toyota Corolla, que, por sua vez, capotou em uma ribanceira no momento em que ele fugia dos bandidos que o atacaram. Segundo informações da polícia e de familiares, Garcez tinha ido à fazenda para fazer o pagamento dos empregados, o que costumava fazer todas as sextas-feiras. Os filhos de Júlio, no entanto, acreditam que os bandidos teriam preparado uma emboscada para ele.

Ao chegar à entrada da Limeira, uma fazenda dedicada ao cultivo de cana-de-açúcar, Júlio descobriu que uma cerca de arame farpado tinha sido quebrada e madeiras foram colocadas em um mata-burro junto à cancela. Ele então desceu do carro e acabou surpreendido pelos bandidos que anunciaram o assalto. A seqüência do acontecimento ainda não teve testemunhas identificadas, mas a polícia acredita que os bandidos teriam chegado já atirando no fazendeiro. Júlio foi atingido por dois disparos, sendo um no abdômen, quando estava fora do veículo, e outro na altura do peito, quando a vítima já tinha entrado no veículo. Mesmo ferido, ele acelerou o carro e dirigiu por alguns metros, até perder o controle e capotar na ribanceira.  

O carro foi encontrado por vaqueiros que passaram pelo local e avisaram do ocorrido ao irmão de Júlio, o ex-procurador-geral do Estado José Garcez Vieira Filho, que foi secretário de Segurança Pública em 1986, no governo João Alves Filho. João Garcez tem uma fazenda na mesma região e foi um dos primeiros a chegar ao local. Júlio não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do socorro médico. O corpo do fazendeiro foi recolhido ao início da noite pelo Instituto Médico-Legal (IML) e sepultado ontem de manhã no Cemitério Colina da Saudade, na Jabotiana (zona sul de Aracaju), em clima de emoção e muita revolta de amigos e parentes.

Júlio Garcez também era sobrinho da presidente da Associação dos Deficientes Auditivos (Apada), Lígia Maynard, e neto do tenente Augusto Maynard Gomes, que governou Sergipe por duas vezes, entre 1930 e 1935 e de 1942 a 1945, ambas como interventor indicado pelo então presidente Getúlio Vargas. Como engenheiro, ele trabalhou por muitos anos em órgãos públicos estaduais como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (Cehop) e a extinta Superintendência de Obras Publicas (Sudope). O fazendeiro era casado, pai de quatro filhos e avô de uma neta.

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