Polícia sem pistas de assassino de taxista

A Polícia Civil ainda busca outras pistas que levem ao autor da morte do taxista Carlos Augusto de Almeida Menezes, 51 anos, encontrado morto ontem de manhã na Aruana (zona de expansão), em um local conhecido como "Banho Doce". As investigações do crime, considerado formalmente como latrocínio (roubo seguido de morte), foram assumidas pela Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV).

Ontem, o delegado Thiago Leandro Oliveira ouviu o depoimento de moradoras do Condomínio Estrela do Mar, na Atalaia (zona sul), onde policiais encontraram o carro do taxista, um VW Voyage de cor branca e placa OZB-9013/SE, no fim da tarde de anteontem. O veículo foi deixado no estacionamento, sem as placas e sem os adesivos identificadores da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), que foram arrancados. A polícia apreendeu o carro e já o submeteu à perícia do Instituto de Criminalística.

O delegado não deu detalhes da apuração, mas negou os boatos de que um suspeito do crime teria sido preso. A polícia também não identificou ainda as duas garotas que foram vistas pegando uma corrida com Carlos Augusto, antes de ele desaparecer, em frente a um campus da Universidade Tiradentes (Unit) na Farolândia. Os outros taxistas que faziam ponto no local com a vítima também devem ser chamados para prestar depoimento. A região também possui condomínios e lojas com diversas câmeras de segurança, cujas imagens podem ser igualmente requisitadas pelos investigadores.

Enterro – O corpo do taxista foi enterrado ontem de manhã no Cemitério Santa Izabel, no Centro, depois de ser velado por toda a madrugada em um velatório na Rua Itaporanga. Além dos amigos e parentes, centenas de taxistas participaram dos funerais, fazendo uma carreata no trajeto entre o velatório e o cemitério. Por todo o caminho, os colegas buzinavam, em sinal de protesto contra a falta de segurança que provoca medo na categoria. Em seus discursos, eles também pediam à Justiça para que puna duramente os culpados pelo crime.

Na noite de anteontem, enquanto o corpo era velado, uma reunião foi realizada entre o secretário da Segurança Pública, Mendonça Prado, e integrantes do Sindicato dos Taxistas. Na ocasião, Mendonça assegurou que a Polícia Militar foi orientada a fazer mais abordagem aos profissionais nas ruas, principalmente quando eles estão com passageiros a bordo. O secretário também prestou contas sobre as investigações da Civil sobre a morte de Carlos Augusto e outros crimes envolvendo taxistas. Segundo o sindicato, uma média de seis assaltos a taxistas por semana é registrada na Grande Aracaju.

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