Policiais marcam novos atos contra 7% de reajuste e cobram negociação

Adriano Bandeira, presidente do Sinpol,

Gabriel Damásio

Os policiais e bombeiros que aderiram ao Movimento Polícia Unida rejeitaram enfaticamente o projeto de lei anunciado na segunda-feira à noite pelo governo do estado, que propõe um reajuste linear de 7% e a redução dos tempos de promoção de postos para todas as categorias de Segurança Pública.
As entidades de classe que integram o movimento decidiram marcar novas manifestações para pressionar um recuo do governo ou mesmo a rejeição do projeto pela Assembleia Legislativa (Alese). Um dos atos deve acontecer no próximo dia 16, quando deve ocorrer uma sessão presencial da Alese. A expectativa das associações é de que o projeto já seja posto em discussão neste dia, e que o Estado trabalhe forte para aprová-lo o mais rápido possível.
Ontem, as entidades de classe fizeram assembleias setorizadas para comunicar a seus associados sobre a decisão do governo e o encerramento das negociações entre as partes, anunciado junto com a proposta é a suspensão da reunião de apresentação da contraproposta do Estado ao Polícia Unida, anteontem na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Reuniram-se a Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) e o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), que vão levar seus posicionamentos à assembleia geral do Polícia Unida, que ainda será marcada.
As associações da Polícia Militar e dos Bombeiros não fizeram assembleia, mas decidiram insistir na proposta alternativa de reivindicações apresentada por eles, que incluem a unificação das datas de promoção ppr tempo de serviço, redução ainda maior dos tempos de promoção entre os postos e redução de interstício.
Antes mesmo das assembleias, o presidente do Sinpol, Adriano Bandeira, criticou duramente os termos do projeto definido pelo governo. “É uma proposta aviltante e provocativa. Considerando a corrosão inflacionária ao longo da última década que ultrapassa os 60%, bem como o pleito do Movimento de um reajuste de 20%, conceder míseros 2% é uma clara tentativa de humilhar a categoria”, disse ele, classificando a suspensão da reunião de anteontem como antidemocrática e arbitrária. “Ela confirma a tese de que esse governo não tem palavra. Havia compromisso de que nenhum projeto seria encaminhado sem a concordância da categoria. A SSP, na pessoa do secretário João Eloy, vive o maior assassinato de reputações. Uma história de um grande líder sendo jogada no lixo por um governo sem palavra”, disparou.
A reportagem não conseguiu contato com a Adepol para saber o que foi decidido. Já o governo do Estado não comentou o posicionamento do Polícia Unida.

Compartilhe esta notícia