Policial de Sergipe é morto por colega dentro de viatura em Alagoas

O sergipano Yago Gomes Pereira (Reprodução PC/AL)
Milton Alves Júnior
Será sepultado na manhã de hoje o corpo de Yago Gomes Pereira, de 33 anos, policial civil sergipano que foi atingido na madrugada de ontem por disparos de arma de fogo efetuados por um colega de corporação, durante diligências na cidade de Delmiro Gouveia, estado de Alagoas. Consta nos autos do processo de investigação, a suspeita que Gildate Goes, de 61 anos – autor dos disparos, tenha sofrido um surto ainda dentro da viatura; sentado no banco traseiro, o acusado também disparou e retirou a vida de Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, natural do estado de Pernambuco. Familiares de Yago atestam que as mortes foram provocadas de forma intencional, perversa e desumana.
Pedro Pereira, pai do sergipano, defende que a principal causa dos disparos não está atrelada aos impactos mentais que o acusado ventura tenha enfrentado. Além de exigir que os órgãos públicos envolvidos nas investigações ajam com versatilidade em cada processo do processo, Pedro revelou que o crime tem características de execução porque o suspeito deu um tiro à queima-roupa na cabeça de Yago. “Para matar meu filho, que estava dirigindo a viatura no momento do crime, o assassino encostou a arma na cabeça do Yago e disparou. Isso não é um crime aleatório, não me parece um surto, mas, sim, uma execução”, informou.
Responsável por coordenar as investigações, o delegado Luciano Cardoso destacou em pronunciamento oficial que o suspeito de efetuar os disparos era considerado um profissional com muitas décadas de prestação de serviço às forças da Segurança Pública e sem nenhum histórico de surto e/ou conflito sobretudo com os colegas de profissão. Consta nos autos que, já no centro histórico de Delmiro Gouveia, por volta de umas quatro e meia da manhã houve uma discussão com os policiais que estavam na viatura; após este conflito os disparos foram realizados tendo como alvo a região da cabeça.
“Um dia muito triste para todos nós, para toda a família, Iago era uma pessoa muito querida nossa, uma pessoa maravilhosa, um menino muito equilibrado, tinha um futuro brilhante pela frente, estudioso, dedicado, um policial exemplar, de um equilíbrio emocional, invejável. Uma tragédia dessa a gente está sem chão, a gente está sem chão. O menino que eu tenho como filho, imagino como tá a família e a gente só o tempo porque a gente pega de surpresa, até agora estou sem acreditar a gente, está naquela emoção sem acreditar e então a gente vai ver realmente só vai saber da realidade quando a gente tiver todas as informações”, disse Luciano Cardoso.
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