Milton Alves Júnior
A resposta foi rápida. Menos de 24 horas após o Brasil ser informado da tentativa de obstrução judicial comandado pelo presidente Michel Temer – que supostamente teria tentado ‘comprar’ o silencio do ex-deputado peemedebista Eduardo Cunha, preso pela Polícia Federal, estudantes, movimentos sociais e centrais sindicais se reuniram no centro de Aracaju para fortalecer o pedido de renúncia do atual chefe do executivo federal, e a promoção de votos diretos. De acordo com as correntes populares, a dificuldade em manter o governo era evidente, uma espécie de luta insustentável para o gestor que seguia caindo na popularidade.
Aglomerados na Praça Camerino, centro da capital sergipana, os manifestantes endossaram o pedido de arquivamento dos projetos de lei que alteram os atuais direitos trabalhistas, vem como altera o sistema previdenciário brasileiro. Durante o ato público realizado debaixo de chuva fraca e integralmente tempo nublado, sobraram críticas ainda para os deputados federais Laércio Oliveira e André Moura – este último braço direito de Temer e líder do Governo Federal no Congresso; como também para a senadora Maria do Carmo Alves que anteriormente havia se posicionado a favor das duas reformas que seguem tramitando em Brasília.
De acordo com o professor Rubens Marques, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), essa ação faria bem ao país e aos brasileiros, mas já era esperado que ele desistisse do plano, caso, de fato, ele tivesse pensado. Ainda de acordo com o sindicalista, o povo volta às ruas e praças públicas para tentar derrubar o governo que promoveu uma das maiores manobras políticas para retirar a antecessora Dilma Rousseff.
"Não estamos aqui para defender partido A ou B. Não estamos dizendo que Dilma e seus correligionários eram honestos e estavam atuando da forma como o povo brasileiro exigia; não é isso. O que não podemos deixar de observar é que houve uma articulação entre parlamentares que resultou no impeachment de Dilma e posse de Temer. Michel Temer que massacra e tira os benefícios dos trabalhadores", disse. A direção estadual da CUT garante que seguirá protestando contra as ações do Governo Federal e defendendo a realização de novas votações democráticas para escolher um novo presidente da república.
Juntamente com a CUT , a mobilização foi organizada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), que não descartam a possibilidade de seguir com a proposta de macha geral e unificada na capital brasileira. A macha percorreu as ruas do centro, Avenida Desembargador Maynard – onde parou em frente à sede estadual do PMDB, se foi encerrada na Praça Fausto Cardoso.

