Por que tenho direito de odiar Israel

O ódio que cultivo contra Israel são as atrocidades que cometem contra o pobre povo palestino. São mais de 60 mil mortos em 18 meses de genocídio (portanto, não é guerra) e com outros indicadores aterradores, superando até mesmo daqueles garimpados nas grandes guerras

 

* José Eloízio da Costa

 

O título em epígrafe é um antidoto ao discurso ou ameaça dos nazisionistas de que estamos protagonizando o antissemitismo. Esse é o veú para justificar o holocausto em andamento do Estado Nazista de Israel contra os oprimidos palestinos. E o mundo assiste passivamente o extermínio de um povo sofrido, humilhado e tratado como animais protagonizados por um Estado protegido pelo imperialismo evangélico, esse câncer que nos assombra desde 1945. E porque devo odiar este Estado racista e mais de uma centena de países que ainda mantém relações diplomáticas como estivéssemos em tempos normais. Contra os palestinos, Israel não conhece outra linguagem além da linguagem da guerra e da violência. Eis minhas justificativas do meu ódio.
O primeiro fator é que o país foi criado em uma grande mentira a partir da “luta de libertação nacional”. Grande equívoco, Israel foi criado pelo imperialismo, inicialmente inglês anglicano, que, por covardia deixou a responsabilidade à incipiente ONU e que há quase 80 anos é tutelado pelo imperialismo anglo-saxônico evangélico. Portanto, essa conversa mole de “cumprimento da profecia bíblica” é uma balela sem tamanho, e que devemos também descortinar a ideologia evangélica que, por sinal paulatinamente estar ampliando suas guerras satânicas contra o povo brasileiro. Em menos de 10 anos a maioria será evangélica, claro, prefiro morrer que se tornar evangélico, pois parte desse ódio ao Estado Sionista deve-se ao apoio incondicional dos evanjegues brasileiros a Israel.
Soma-se a ousadia do Estado Nazisionista em invadir espaços aéreos de territórios soberanos vizinhos sem justificativa, apenas viola e a comunidade internacional não reage a agressão dos nazistas. Sempre sob o argumento de construção de “espaço tampão” para proteger o “povo de Deus (acho plausível rotulá-los de povo do Diabo) contra os “terroristas do Hamas”. É incrível essa escória agredir o Libano, a Síria, o Iraque. E o caso da Jordânia, Egito e Arábia Saudita, existe um acordo com o estado fascista, inclusive com uso. Quanto aos árabes, a exceção do Iêmen e das milícias iraquianas e libanesas como o Hezbollah, o que temos é um conjunto de países árabes covardes e permissivos. Capachos do sionismo.
A mistura entre os evangélicos e os sionistas será a receita para o fim da humanidade. São os dragões que cospem fogo em que pensa diferente. Esses são os exterminadores de crianças e mulheres de outras etnias. O que encobre esses senhores da guerra é a proteção do imperialismo decadente que perde cada vez mais poder, o que torna cada vez mais violenta.
Mas o ódio que cultivo contra Israel são as atrocidades que cometem contra o pobre povo palestino. São mais de 60 mil mortos em 18 meses de genocídio (portanto, não é guerra) e com outros indicadores aterradores, superando até mesmo daqueles garimpados nas grandes guerras. Nunca se matou tantos médicos, jornalistas, funcionários da ONU; além da destruição de escolas, mesquitas, hospitais, ambulâncias. Para mim, para confirmar meu ódio a Israel é o número de crianças assassinadas. São mais de 22 mil até 06 de abril de 2025. O número é superior até mesmo ao verificado nos seis anos da segunda guerra mundial. Israel bateu o recorde da história da humanidade em matar crianças inocentes. Não podemos normalizar esse país miserável que os evangélicos estúpidos endeusam.
Finalmente destaco mais duas características dos nazistas sionistas e que determinam sua existência. A primeira é a capacidade de MENTIR. É incrível a carga de mentiras que esta Besta propaga, com ajuda da imprensa ocidental financiada por esses desgraçados, donos de bancos, empresas de tecnologia do setor de entretenimento e de alimentos fast food espalhados pelo mundo; além dos covardes árabes. A busca incessante de desqualificar os palestinos, como animais humanos, é uma política do Estado Nazista e claro, sempre sob mentiras permanentes.
O outro fato é o VITIMISMO. O Estado Sionazista sempre usou esse recurso. A retórica dos pogroms e do Holocausto é uma constante. O historiador israelense Ilan Pappé afirma que os nazistas sionistas permeiam entre o terror e o choro. Destroem Gaza com a cumplicidade do Ocidente hipócrita, isso como terror, e a reação mundial é seu produto a partir do ódio construído e de ser o país mais isolado do mundo, é motivo de choro.
O que presumo que esse modelo de país que tem como estratégia matar palestinos em escala industrial não tem futuro. Como vamos conviver com essa escória daqui para frente. O anti-sionismo nunca esteve tão forte e a continuidade do Estado Satânico sempre será motivo de instabilidade no Oriente Médio. Para completar, a destruição de Israel se dará só por via militar, esqueça negociações ou acordos internacionais. Israel conseguiu, com o genocídio em curso, destruir o Direito Internacional, desmoralizar as instituições internacionais como a ONU, e ampliar o fascismo no mundo.

 

* José Eloízio da Costa, professor do Departamento de Geografia – UFS (eloizio.npgeo@gmail.com)

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