Prefeito de General Maynard recebe coordenadores do Sintese

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial de Ensino (Sintese) estiveram em General Maynard, para conversar com o gestor do município, Miraldo Santos, sobre reposições salariais. De acordo com os professores, o salário do magistério ainda equivale ao ano de 2012. A reunião aconteceu no gabinete do prefeito e contou com a participação do coordenador sub-regional do Vale do Cootinguiba do Sintese, Jaison Correia, e da coordenadora de Formação Sindical e Política Educacional, também do sindicato, Emanuela Pereira.

O prefeito Miraldo contou com o auxílio do supervisor de Educação e Cultura, Erivaldo Santana de Souza, e apresentou a real situação do município e os motivos para ainda não ter adequado o salário de acordo com o piso nacional atual. "A nossa intenção é adequar o piso, mas enfrentamos sérios problemas com as contas da Prefeitura, sem falar que também temos que cumprir com o restante da folha salarial. Aqui estão os números e os dois coordenadores podem averiguar que não estamos faltando com a verdade", apresentou.

O mesmo afirmou o supervisor de Educação. "Infelizmente temos que nos deparar com esta realidade. Ano passado o repasse do Fundeb foi menor do que a folha salarial e a Prefeitura complementou o salário dos professores. Este ano, depois que nós fizemos uma campanha acentuada e conseguimos recuperar estudantes que tinha migrado para outras escolas e deixado de estudar, conseguimos aumentar o repasse. Mas, mesmo assim, hoje ele é equivalente à folha e temos que assegurar recursos para investimentos na rede e pagamentos de outros funcionários da educação, além dos professores", explicou o gestor.

O prefeito e supervisor de Educação solicitaram aos coordenadores, a partir do relatório apresentado do repasse do Fundeb, sugestões e meios para que a Prefeitura pudesse cumprir com o pagamento regular dos professores. Os coordenadores ficaram de retornar no próximo dia 15 para mais uma reunião em busca de resolver o impasse com o magistério.
"Queremos resolver o problema, mas também temos que cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós, da administração, ficamos numa situação complicada, mas deixo bem claro que vontade de resolver o problema não falta, tanto é, que recebo o pessoal do Sintese de portas abertas na expectativa de acharmos um caminho para dar mais condições de trabalho para os professores e melhores condições de ensino para os alunos da rede municipal", garantiu Miraldo Santos.

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