O procurador do Estado Marcos Póvoas concedeu entrevistas a emissoras de rádio e TV e se mostrou ressentido com os últimos acontecimentos que envolveram a Procuradoria Geral do Estado e a Secretaria de Justiça e que merecem duras reações do governador Marcelo Déda (PT) e do líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Francisco Gualberto .
Em discurso, Gualberto chegou a insinuar que a PGE não é um partido político, o que mereceu uma resposta imediata de Marcos Povoas: "O deputado Francisco Gualberto atacando servidores públicos não condiz com sua história. É um deputado correto, uma referência. Porém, está sendo infeliz", frisou.
Marcos Póvoas disse que é filiado ao PT desde 1997 e que vem lutando dentro do partido para que haja uma renovação interna. "Acho que todo fanatismo é burro. Seja de direita, de esquerda e todas as variações que existirem".
Póvoas diz que tem o direito a ter idéias contrárias ao governo: "Ouvir o contraditório fazem parte da política", disse. Lembrou que a PGE já ingressou com mandado de segurança contra o governador João Alves Filho (DEM) exatamente em face dos Cargos em Comissão. "Logo, até a crítica politica é infundada", afirma.
Para o procurador, afirmar que a atuação da PGE é eleitoral "é de um reducionismo impar. Não é republicano. É novamente desrespeitar a atuação de servidores".
Para ele, "o debate não é político, é administrativo. É pela eficiência da gestão e do gasto público" e considerou "interessante como a redução do gasto publico incomoda o líder do governo. A PGE está encontrando alternativas para ajudar o Governo a sair da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)", disse.


